Verdade absoluta

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 10 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

É fato que a história é sempre contada pelos vencedores, que tem um modo nem um pouco imparcial de interpretar os acontecimentos. A mesma pessoa que é considerada para um grupo traidora é para outro uma convertida. Este pré-conceito aconteceu diversas vezes na história do mundo e continua acontecendo na sociedade todos os dias.

“Nazistas filhos da mãe!” Frase muito comum no dia-a-dia da civilização ocidental. Se os alemães tivessem vencido a Segunda Guerra Mundial pensaria-se o mesmo? Os Estados Unidos, com suas técnicas expansionistas e imperialistas, cometeram vários genocídios tão cruéis como o holocausto: bombas nucleares no Japão, guerra no Iraque, recusa do Protocolo de Kyoto que torna o fim do mundo mais próximo que nunca. Quem são os “mocinhos”?

Algum tempo depois, no período histórico conhecido como Guerra Fria, houve uma perseguição implacável aos comunistas pelos EUA. Curioso o fato de estes mesmos comunistas “malvados” terem sido bonzinhos algumas décadas antes quando lutaram pela União Soviética junto aos americanos contra a Alemanha e o nacional-socialismo.

Como escreveu Leonardo Boff, “o ponto de vista é a vista de um ponto”, nunca é imparcial. O indivíduo não é bom ou mau, mas as pessoas a sua volta é que o nomeiam de acordo com as suas crenças e suas idéias. A história deve estudar somente os acontecimentos reais sem preconceitos para que cada um possa tirar as suas conclusões e criar uma opinião sem manipulação e sem a habitual lavagem cerebral.

Nota para a dissertação: 7 – Vote nos comentários!

4 comentários sobre “Verdade absoluta

  1. Bah…concordo com bastante coisa ai, mas tu tocou em pontos fundamentais do que chamamos historiografia.
    Historiografia é uma matéria que só se estuda em faculdades de história e discute exatamente as formas de escrita da história, contextualizando o momento em que isso aconteceu e tentando vislumbrar todas as imbricações possíveis… Digo isso porque “historiográficamente falando” é impossível narrar uma história que não esteja imersa em “pré-conceitos”. A imparcialidade não existe porque é impossível estarmos no local para analizarmos o que aconteceu. Nosso contato com a história é mediado por fontes que foram produzidas por alguém, em determinado momento e com determinado interesse. Nosso papel é cruzar essas fontes, interpretá-las de forma coerente com o período donde surgiram e, a partir daí tirar conclusões que nos auxiliem a entender nossas angústias pessoais. Historiadores não são jízes do passado. Resta o que Nietzsche falou em “A Gaia Ciência”: Quanto mais desconfiança, mais filosofia.

  2. Brincando de Se…

    Se Hitler tivesse vencido a guerra o Spielberg (que é judeu e teria sido assassinado) não teria feito ET (eu seria uma criança triste) e nem Indiana Jones (eu não seria historiadora).
    Se Hitler tivesse vencido a guerra provavelmente a tua família (de sobrenome Madeira) teria sofrido perseguições em SC. (Madeira, assim como Pinheiro, Silveira e similares são sobrenomes que foram assumidos por cristãos novos (judeus convertidos a força na época da inquisição). o sangue, biológicamente, é impuro. (segundo os padrões arianos).
    Se Hitler tivesse vencido a guerra, SC, no Brasil aliado aos Aliados, (^^) teria sido um nicho de revolta dos imigrantes italianos e alemães que sofreram na carne a campanha de nacionalização. Pobres dos não-imigrantes…
    Uhm…ainda bem que é só “se” e que o Bush ainda não teve crises eugenistas…

Deixe uma resposta