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Um ransomware comprometeu mais de 45 mil computadores em 74 países, e o número não para de crescer. As redes do NHS (sistema de saúde britânico) e da Telefónica (multinacional espanhola) estão entre as atingidas de forma mais pesada.

O ataque, chamado #WannaCry, é baseado no exploit EternalBlue que apareceu no vazamento de ferramentas da NSA feito pelos Shadow Brokers em abril. Embora a falha tenha sido corrigida pela Microsoft, quem usa Windows e não atualizou seu sistema nas últimas semanas está vulnerável.

Os arquivos dos computadores afetados são criptografados com uma chave desconhecida, tornando impossível acessá-los, e é solicitado um resgate financeiro para que sejam descriptografados.

A reportagem da Folha diz que ao menos 16 hospitais públicos do Reino Unido enfrentaram problemas e que o bloqueio de seus computadores impediu o acesso a prontuários e provocou o redirecionamento de ambulâncias. Diz ainda que, no Brasil, o TJ-SP foi alvo de ataques e a equipe de tecnologia recomendou que seus funcionários desligassem os computadores. Funcionários do Santander e da Vivo também relataram problemas nas redes internas.

Parece enredo de Mr. Robot.

Update: Escrevi mais sobre o ransomware no Juntos: Ciberataque baseado em falha conhecida pela NSA há anos afeta sistemas de todo o mundo

Sobre os meus 5²³ problemas com meu laptop

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 8 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Comprei na Fnac no dia 15 de janeiro deste ano um Amazon PC Slim L92 12” com as seguintes especificações:

  • Processador: Intel(R) Core(TM)2 Duo CPU T5750 @ 2.00GHz
  • Placa-mãe: Compal JFT00 (versão da bios: 1.05A)
  • Disco rígido: Samsung HM250JI (250GB)
  • Memória RAM: 4GB DDR2 SODIMM (dois pentes de 2GB)

O resto é irrelevante para este post, mas pros geeks desocupados deixo aqui o lspci e o lsusb:

root@alice ~ # lspci -nn
00:00.0 Host bridge [0600]: Intel Corporation Mobile PM965/GM965/GL960 Memory Controller Hub [8086:2a00] (rev 03)
00:02.0 VGA compatible controller [0300]: Intel Corporation Mobile GM965/GL960 Integrated Graphics Controller [8086:2a02] (rev 03)
00:02.1 Display controller [0380]: Intel Corporation Mobile GM965/GL960 Integrated Graphics Controller [8086:2a03] (rev 03)
00:1a.0 USB Controller [0c03]: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) USB UHCI Controller #4 [8086:2834] (rev 03)
00:1a.7 USB Controller [0c03]: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) USB2 EHCI Controller #2 [8086:283a] (rev 03)
00:1b.0 Audio device [0403]: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) HD Audio Controller [8086:284b] (rev 03)
00:1c.0 PCI bridge [0604]: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) PCI Express Port 1 [8086:283f] (rev 03)
00:1c.1 PCI bridge [0604]: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) PCI Express Port 2 [8086:2841] (rev 03)
00:1c.2 PCI bridge [0604]: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) PCI Express Port 3 [8086:2843] (rev 03)
00:1d.0 USB Controller [0c03]: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) USB UHCI Controller #1 [8086:2830] (rev 03)
00:1d.1 USB Controller [0c03]: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) USB UHCI Controller #2 [8086:2831] (rev 03)
00:1d.2 USB Controller [0c03]: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) USB UHCI Controller #3 [8086:2832] (rev 03)
00:1d.7 USB Controller [0c03]: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) USB2 EHCI Controller #1 [8086:2836] (rev 03)
00:1e.0 PCI bridge [0604]: Intel Corporation 82801 Mobile PCI Bridge [8086:2448] (rev f3)
00:1f.0 ISA bridge [0601]: Intel Corporation 82801HEM (ICH8M) LPC Interface Controller [8086:2815] (rev 03)
00:1f.1 IDE interface [0101]: Intel Corporation 82801HBM/HEM (ICH8M/ICH8M-E) IDE Controller [8086:2850] (rev 03)
00:1f.2 SATA controller [0106]: Intel Corporation 82801HBM/HEM (ICH8M/ICH8M-E) SATA AHCI Controller [8086:2829] (rev 03)
00:1f.3 SMBus [0c05]: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) SMBus Controller [8086:283e] (rev 03)
01:00.0 Ethernet controller [0200]: Atheros Communications Inc. AR242x 802.11abg Wireless PCI Express Adapter [168c:001c] (rev 01)
02:00.0 Ethernet controller [0200]: Marvell Technology Group Ltd. 88E8055 PCI-E Gigabit Ethernet Controller [11ab:4363] (rev 12)
root@alice ~ # lsusb
Bus 002 Device 002: ID 0bda:0158 Realtek Semiconductor Corp. Mass Stroage Device
Bus 002 Device 001: ID 1d6b:0002 Linux Foundation 2.0 root hub
Bus 006 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 005 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 004 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 001 Device 002: ID 04f2:b052 Chicony Electronics Co., Ltd 
Bus 001 Device 001: ID 1d6b:0002 Linux Foundation 2.0 root hub
Bus 003 Device 002: ID 147e:2016  
Bus 003 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub

Alice (é o nome do laptop) veio com Windows Vista 64 bits e a primeira coisa que notei nela foi um estranho desligamento do nada (no seu primeiro dia de vida), antes mesmo de eu instalar Linux! (ou seja, nos seus primeiros minutos, pois obviamente a primeira coisa a fazer quando se recebe um computador com Windows é instalar um Linux)

Compal JFT00

Pensei ser problema do sistema operacional e não dei bola. Mas aí a coisa ficou estranha: coloquei um CD minimal do Gentoo amd64 e quando ele iniciava o computador desligava do nada.

Para não precisar resolver o problema na hora, instalei um Ubuntu 32 bits (que, estranhamente, não desligava) e entrei na internet para pesquisar.

A página que melhor refletiu esse problema foi essa: 64-bit Intrepid automatic permanent reboot loop related to having exactly 4GB of memory (Ubuntu Bug #272530) e talvez também essa.

Como o laptop estava com lacres de garantia, ao invés de abrir e tirar 2GB de memória pra testar levei-a até a divisa entre Florianópolis e São José (um local lá perto de onde o Peterson vive) para a Wil Informática, única autorizada da Amazon PC na região.

Lá chegando o cara do suporte falou que tinha outros laptops da Amazon dando problema e que podia ser devido aos 4GB de memória. Trocou os pentes e pensou que funcionaria. Funcionou por alguns minutos na mão dele. Chegando em casa notei que o problema continuava e, como não tinha mais lacres, tirei um pente.

O laptop com 2GB de memória RAM não teve problema algum. Instalei Gentoo, pesquisei mais um pouco e encontrei a opção mem=4000M que deveria passar para o Kernel só reconhecer 3 e com isso funcionar com 64 bits.

amazonPC

Continuei pesquisando, entrei em contato com a Amazon (que não ajudou em nada a não ser sugerir algo equivalente a mem=4000M pra Windows) e troquei e-mails com o Wil (que prometeu passar minha queixa para a Amazon trocar minha placa-mãe e desde 9 de fevereiro não me respondeu). No fim, não tive opção senão ficar com o laptop e, como ele não dava problemas com 3GB, resolvi deixar pra lá.

Há cerca de dois meses, porém, o laptop começou a apresentar outro problema. De vez em quando (quando eu fazia-o processar muito), ele desligava do nada. Quem tem noção de como é o Gentoo sabe que fazer o computador processar muito faz parte do dia-a-dia.

Estranhando o comportamento, mas atribuindo-o a eu estar usando versões bleeding edge (hard masked) de Kernel, GCC & etc, resolvi usar um Ubuntu 32 bits por um tempo até ter disponibilidade pra reinstalar um Gentoo com carinho.

Nos primeiros dias de Ubuntu ele travava com frequência, mas acreditei que fosse por culpa da placa de vídeo (tinha duas opções no Ubuntu: usava Compiz — blacklisted pa minha placa de vídeo — ou tinha um lag infernal pra trocar de área de trabalho no Gnome. Fiquei com a primeira), então não dei bola. Curiosamente os problemas cessaram e continuei usando o Ubuntu [razoavelmente-]feliz por mais algum tempo. De vez em quando o computador desligava quando eu fazia operações bastante pesadas e eu estranhava, mas pensava que era coincidência.

Funtoo

Nesse fim de semana ouvi falar do Funtoo e, mesmo com a agenda cheia, resolvi parar de usar Ubuntu de uma vez e fazer a Alice voltar a ter um sistema firme e forte. Baixei o stage 3 do ~core2_32, caprichei nos arquivos de configuração e quando rodei um emerge -DN world surpresa! O laptop desligou.

Superaquecimento? Podia ser, o cooler fazia um barulho desumano, embora o tempo em São Paulo fosse muito frio. O ACPI não me ajudava, porque a temperatura da thermal zone ficava oscilando entre 42, 55, 63, 68, 73 e 79 graus celsius o tempo todo, assim como o barulho do cooler.

Deixei-a desligada por um dia, coloquei-a com as pontas apoiadas em livro, super ventilada, e fui compilar o Gentoo. Novamente, o laptop desligou.

Só pode ser o problema da BIOS, pensei. Vou ver se tem uma versão nova… E não é que tem?

Windows Vista = shit

Ótimo, sofro um pouco mas instalo o Vista, atualizo a BIOS e depois isso vai estar corrigido. Alterei minha tabela de partições, criei uma partição primária especialmente pro Windows (porque sei que ele é chato com isso), iniciei com enorme desgosto a instalação do Vista e depois de digitar a product key mais de uma vez cheguei a conclusão que não ia conseguir instalá-lo. E depois ainda dizem que Linux é que é difícil…

Bom… Vou tentar instalar o Gentoo 64 bits, afinal ele já tinha funcionado no início do ano. Baixei e queimei um system rescue cd, o stage 3 do ~core2 e fui à luta. Resultado: desligamento sempre que tentava compilar alguma coisa pesada. Notava uma mensagem estranha muitas vezes: gcc internal compiler error

Está trabalhando demais? Vou tentar compilar com MAKEOPTS=”-j1″. Porém, mesmo resultado.

Resolvi voltar lá, configurei o Kernel e fui compilar. Em vários pontos dava essa segmentation fault (eu ia retirando as partes que davam esse erro), um deles (o último que eu anotei, aí resolvi desistir) foi no reiserfs:

fs/reiserfs/dir.c:231: internal compiler error: Segmentation fault

Pensei que só podia ser porque estava usando versões de Kernel e GCC muito novas, potencialmente instáveis (2.6.30-gentoo-r5 e 4.4). Mas por via das dúvidas resolvi procurar na internet. Eis o que encontrei:

- Random segfaults during compilation. These are signalled by compilation
  failing at undetermined points. Often trying to recompile will succesfully
  compile the file it was complaining about, but will fail for another. This is
  in general a sign of hardware problems.
...
There are multiple causes that can cause the above symptoms:
- Flaky hardware. This is showstopper number one. The cause can be either:
  - Insufficient power supply. To detect this try to unplug as many auxiliary
    devices (like cd-players, usb devices, etc.)  as possible and see whether
    the problem persists
  - Overclocked memory or CPU's can show random anomalous behaviour. Worse some
    hardware has these problems even at "factory speed". Lowering the clockspeed
    would be the solution to this problems
  - Overheated CPU's. CPU's have several calculation units which have a specific
    location on the chip. Compilation tends to intensively use a few of those
    units. This can cause heat problems within these units even when the overall
    chip temperature is within limits. If overheating is a problem a better cpu
    cooler often works. (Underclocking also works as heat increases with
    frequency)
  - Broken chipsets. There are some chipsets on motherboards which are broken.
    sometimes the os (read linux kernel) can work around some of these bugs,
    sometimes the only solution is a new motherboard.

Resolvi ainda testar o Funtoo estável pra desencargo de consciência, mas dessa vez o system rescue cd não bootou!!! Suponho então Broken chipset ou overclocked memory or CPU. Qual dessas? Apostaria na primeira, mas de fato não faço muita ideia, porque não entendo nada de hardware.

Resignado, ontem enviei e-mails detalhados para quatro assistências técnicas de São Paulo. Acabou o horário comercial há duas horas e nenhuma delas me respondeu.

Minha grande dificuldade é explicar isso pras assistências técnicas que, em geral, são compostas por pessoas que não entendem nada de Linux, nada de compilação e não compreendem nem mesmo o problema que tenho. Não que a última seja fácil, nem eu entendo esse problema (mas eu pelo menos sei que há algo errado). Elas testam deixando o computador ligado por algumas horas e, notando que ele não desliga, pensam que está tudo normal.

that-damntechsupportguy

Creio inclusive que há outros Compal JFT00 (a Intelbras produziu vários desses, além da Amazon) com o mesmo defeito, mas usuários comuns de computador nem devem notar.

Solução? Amanhã telefonarei pra Amazon e incomodarei eles até eles consertarem Alice de vez ou me prometerem um laptop novo. Por sorte Alice ainda está na garantia, que vai até janeiro de 2010. Espero que até lá eu já tenha resolvido tudo isso…

Como recuperar a inicialização do Linux depois de instalar Windows

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 9 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Esse é um problema super comum que já resolvi para dezenas de pessoas e resolvi escrever aqui pra não ficar tendo que repetir a resolução toda vez que alguém me perguntar.

O caso é o seguinte: você tem Linux numa das suas partições e por algum motivo estranho instala Windows (ou reinstala) na outra. O Windows, como todo sistema operacional para idiotas, simplesmente limpa sua MBR (master boot record do HD) sem lhe perguntar nada e com isso deleta seu gerenciador de boots (neste post estarei tratando o Grub e o Lilo).

Aí você se vê triste, desiludido e em muitos casos resolve reinstalar o Linux só pra recuperar o boot. Péssimo, não? Mas não se preocupe: seus problemas acabaram.

Tudo o que você precisará para recuperar sua MBR (com Grub ou Lilo) é:

  1. Um livecd (não precisa ser um daqueles pesadões, um disco 1 do Slackware ou Gentoo Minimal resolve) com a mesma arquitetura do seu Linux. Se você não tem, sugiro o Gentoo Minimal porque é leve: o download você faz aqui. Se você não sabe o que é arquitetura, você provavelmente usa x86.
  2. Saber em que partição se encontra seu Linux (tipo: /dev/hda1, /dev/sda1, ou algo do gênero) e em que HD ele se encontra (tipo: /dev/hda, /dev/sda… é só tirar o número da partição)

Se você não sabe em que partição/hd está seu Linux, é fácil descobrir através do comando fdisk -l

Boote o livecd (considerarei que você sabe fazer isso, do contrário não teria conseguido instalar o Windows) e abra um terminal se seu livecd for gráfico (é aquela telinha preta, também pode ser chamado de Console).

Agora o que vamos fazer é montar a partição root do seu Linux (e considerarei que /boot não está numa partição separada, se estiver monte ela também), entrar nela e reinstalar o Grub ou o Lilo.

Se o seu terminal terminar com um caractere $ (cifrão), digite “sudo su” para virar root. Agora pode digitar o que segue:

# mkdir linux
# mount /dev/hda1 linux
# mount -o bind /dev linux/dev
# mount -t proc none linux/proc
# chroot linux /bin/bash
# source /etc/profile
# cat /proc/mounts > /etc/mtab

Não se esqueça de substituir /dev/hda1 pela partição do seu Linux.

Agora, se você usa Grub (se não, provavelmente esse comando não dará problema, então se você estiver na dúvida pode chutar esse):

# grub-install --recheck /dev/hda

(substituindo /dev/hda pelo device do seu hd)

Ou se você usa Lilo:

# lilo

E pronto! Limpando a sujeira…

# exit
# umount linux/proc
# umount linux/dev
# umount linux

E pode rebootar pro seu velho Linux.

Se você não tinha Windows antes, o Windows não vai por mágica aparecer nas suas opções de boot. Então, no seu velho Linux, é só editar o arquivo /boot/grub/menu.lst (pra quem usa Grub) ou /etc/lilo.conf (pra quem usa Lilo) e colocar linhas para bootar o Windows, respectivamente:

title Windows
rootnoverify (hd0,1)
makeactive
chainloader +1

e

other=/dev/hda2
label=Windows

(assumindo que seu Windows está em /dev/hda2)

É importante que você note que o Grub inicia suas contagens a partir do 0. hda1 é (hd0,0), hda2 é (hd0,1), hdb1 é (hd1,0), hdc2 é (hd2,1). Deu pra entender? Letra antes da vírgula (a = 0, b = 1, c = 2, …) e número depois da vírgula (1 = 0, 2 = 1, 3 = 2, …)

Para editar um arquivo como root, escreva “su” para virar root e use “vim”, ou, se você não sabe fazer isso, sua distribuição provavelmente permite que você digite algo como: “sudo gedit arquivo” ou “sudo kwrite arquivo”.

Se você usa Lilo, é necessário que depois de salvar o arquivo você entre no terminal como root e digite:

# lilo

… para salvar suas alterações na MBR.

É isso. Reinicie seu computador e divirta-se com seu gerenciador de boots funcionando novamente. Qualquer dúvida, escrevam comentários.

Bram Mooleenar vs. Bill Gates

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

A maioria das pessoas que ouvem “software livre” ou “free software”, se é que já viram esse termo antes, imaginam um programa de computador gratuito. A filosofia por trás do software livre vai muito além disso, mas não é meu objetivo nesse post falar dela. Meu objetivo é falar sobre o projeto de Bram Mooleenar, criador e mantenedor de um dos editores de texto para programadores mais populares do mundo, o Vim.

Bram criou uma organização não-governamental para ajudar as crianças que sofrem com o alto índice de HIV no sul da Uganda, na África. Ele desenvolve o Vim a troco de doações para esta fundação, a ICCF.

The south of Uganda has been suffering from the highest HIV infection rate in the world. Parents die of AIDS, just when their children need them most. An extended family can be their new home. Fortunately there is enough food in this farming district. But who will pay their school fees, provide medical aid and help them grow up? That is where ICCF Holland helps in the hope that they will be able to take care of themselves, and their children, in the long run.

98% do dinheiro doado para o desenvolvimento do Vim vai para a ICCF ajudar crianças pobres da Uganda. Bram Mooleenar não é nem milionário, ele desenvolve um excelente editor livre para todo mundo, de graça e nem as doações dos usuários satisfeitos com o Vim vão pra ele!

Enquanto isso, o bilionário Bill Gates é premiado e agraciado por ser o “cidadão solidário”: cobra um absurdo em seus programas falhos que não podem ser adaptados para uso especial e doa menos de 5% de sua fortuna para a sua fundação depois de anos de ganância e com uma grana que ele nunca conseguiria usar de qualquer maneira.

Bill Gates

Ótimo… Eu não entendo mais nada.

I’ve got the power!

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Pequeno post feito a 64 bits

Acer Aspire 5050-3205 comprado por 2500 reais num camelódromo de Balneário. Posto melhor sobre ele quando acabar de baixar, instalar e configurar o slamd64, que aí vou conhecê-lo melhor. Primeira impressão: lindo, portátil, a webcam é muito legal!

Veio com um Windows XP que estou pra tirar; no mais, tudo parece funcionar perfeitamente. Só não gostei do layout do teclado que é, em uma palavra, ridículo. Para usar o ponto de interrogação é necessário pressionar AltGr+W e a barra é AltGr+Q ou Fn+; (não sei qual é pior).

Inédito! Fotos do recém-nascido!

Linux NÃO é Windows

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Linux não está interessado em market share. Linux não tem clientes. Linux não tem acionistas, ou uma responsabilidade no rodapé. Linux não foi criado para fazer dinheiro. Linux não tem a meta de ser o sistema operacional mais popular e espalhado do planeta.

O que toda a comunidade do Linux quer é criar um sistema operacional realmente bom, cheio de recursos e livre. Se isso resultar em Linux ser um sistema bem popular, então isso é ótimo. Se isso resultar em Linux ter a interface mais intuitiva e amigável já criada, então isso é ótimo. Se isso resultar em Linux se tornar a base de uma indústria multi-bilionária, então isso é ótimo.

Isso é ótimo, mas não é o ponto. O ponto é fazer do Linux o melhor sistema operacional que a comunidade é capaz de fazer. Não para outra pessoa: para si mesmo. As tão comuns ameaças de “Linux nunca vai dominar os desktops a não ser que seja de tal maneira” são simplesmente irrelevantes: a comunidade do Linux não está tentando dominar o desktop. Eles realmente não se importam se ele ficar bom o suficiente para rodar em cima do seu desktop, desde que ele continue bom o suficiente para estar nos deles. Os gritões que odeiam a Microsoft, invejosos fanáticos pró-Linux, e fornecedores de software livre que fazem isso pra ganhar dinheiro podem falar alto, mas eles ainda são minoria.

Isso é o que a comunidade do Linux quer: um sistema operacional que pode ser instalado por qualquer pessoa que realmente o queira. Então, se você está considerando migrar pro Linux, primeiro pergunte a si mesmo se é isso mesmo que você quer.

Se você quer um sistema operacional que não seja seu motorista, mas que lhe dê as chaves, coloque você no banco de motorista, e espera que você saiba o que fazer: use Linux. Você vai ter que dedicar algum tempo para aprender como usá-lo, mas depois que você tiver aprendido, você terá um sistema operacional que você pode fazer sentar e dançar.

Se você realmente só quer Windows sem malware e problemas de segurança: leia sobre boas práticas de segurança; instale um bom firewall, detector de malware e anti-vírus; troque o Internet Explorer por um navegador mais seguro; e mantenha-se atualizado com atualizações de segurança. Há pessoas por aí (eu, inclusive) que têm usado Windows desde os tempos de 3.1 até o XP sem nunca terem sido infectados com um vírus ou malware: você pode fazer isso também. Não use Linux: ele vai falhar miseravelmente em ser o que você quer que ele seja.

Se você quer a segurança e a performance de um sistema operacional baseado em Unix, mas com uma atitude focada no cliente e uma interface famosa no mundo inteiro: compre um Mac. OS X é ótimo. Mas não use Linux: ele não vai fazer o que você quer que ele faça.

Não se trata apenas de “Por que eu deveria querer Linux?”. Se trata também de “Por que Linux deveria me querer?”

Tradução livre feita por mim da conclusão do Linux is NOT Windows, que é licenciada e pertence a Dominic Humphries.

Muito interessante o artigo do cara. Pensei em traduzir tudo, mas não tenho tempo pra isso nesse momento. Se vocês gostarem, quem sabe em janeiro eu traduza um item de cada vez e escreva vários artigos sobre isso…

Lembram que eu perguntei por que você usa o seu sistema operacional? Não foi uma pergunta pra mandar você usar algum sistema operacional específico, porque você é livre, mas para que você use o que você achar melhor sabendo fazer essa escolha.

Eu não quero usar um sistema operacional igual o Windows XP, com aqueles recursos chatos como fazer uma ação sempre que eu pluggo qualquer coisa no computador (meu pai, que usa Windows 98, sempre reclama: esse Windows XP fica abrindo um monte de coisa sem eu pedir nada!) e onde eu não controle. Eu não quero um motorista; Eu quero dirigir! E eu uso Linux porque ele me permite muitas coisas que o Windows não permite.

Quero aproveitar o artigo para citar o excelente Falcon Dark:

Nos últimos tempos os desenvolvedores dos vários sabores de GNU/Linux decidiram que era hora de desbancar o Microsoft Windows onde ele era forte: desktops domésticos e aplicações e desktops de pequenas e médias empresas. E o desenvolvimento do GNU/Linux e seus correlatos (como interfaces gráficas, programas, drivers, aplicações) passou então a seguir os passos do próprio Windows.

Gnome e KDE apresentam interfaces com funcionamento e look & feel semelhantes ao Windows. Os programas como navegadores de web (Firefox), office (OpenOffice) desenvolvimento (Eclipse, etc.) ainda que apresentem funcionalidades que seus competidores não possuam inspiram-se nas interfaces concorrentes para tratar o usuário. Tenho a impressão que isso dê-se pela idéia de que se o Firefox parecer bastante com o Internet Explorer o usuário migrará com mais facilidade, idem para o OpenOffice que em sua versão 2 abandonou sua identidade visual anterior para buscar uma identificação maior com o Microsoft Office.

Mesmo que isso proporcione uma maior facilidade de migração, traz consigo um problema. Ao seguir os passos de alguém, você está sempre atrás. Enquanto a Apple é conhecida por inovar nas interfaces de seus produtos e usa isso como seu grande diferencial as interfaces de GNU/Linux parecem sempre ser uma adaptação do desenho da última interface adotada no Windows. Fica a impressão que junto com os acertos repetiremos também todos os erros dos outros sistemas. Ser uma alternativa ao que já está implementado significa antes de tudo ser diferente do que já está implementado. As pessoas tendem a não enxergar diferenças entre coisas que são muito similares. E acabam por concluir que é igual.

E assim vai ser com tudo que os desenvolvedores Linux esperarem sair em outro sistema antes para ter certeza que dará certo. Seja com EFI, seja com novos sistemas de arquivos, com uma nova abordagem para a organização e uso do desktop, seja com um novo método de instalar programas. Se você quiser ser reconhecido por algo diferente e inovador, você deve fazer algo diferente e inovador.

O maior ponto fraco do GNU/Linux enquanto alternativa ao Windows hoje é esse: estar mais preocupado em implementar coisas que o Windows implementa do que implementar coisas novas que a Microsoft nem tenha avaliado ainda. Há muito o que fazer nessa área. Coisas como Personal Clustering ou Desktops Remotos, são coisas que em um futuro podem ser desejáveis para muitos usuários e que o GNU/Linux não poderia esperar o Windows trazer para também decidir implementar. A inovação deve estar sempre em prineiro lugar para que o Linux possa apresentar-se com um diferencial forte ao ser considerado alternativa ao Windows. E aí me dá uma saudade da Conectiva… ;-)

Tenho certeza que o Linux não decepcionará quem estiver disposto a perder um tempo pra aprender a dirigir. E para quem precisar de ajuda sempre haverá uma grande comunidade disposta a ajudar (eu inclusive). Vamos inovar! Vamos fazer o melhor sistema operacional do mundo, pra nós! Usuários não-preguiçosos de todo mundo, uni-vos!

Windows é mais fácil?

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Na minha opinião, a facilidade de uma ação depende da praticidade de execução da mesma (ou seja, do tempo que ela demora pra ser executada). Quando eu converso com algum leigo sobre Linux, depois de eu convencê-lo com vários argumentos que o Linux não só tem muito mais recursos como ainda tem uma filosofia muito mais bonita, ele sempre diz: “Mas Linux é muito difícil!”

Eu não acho que Linux seja difícil, eu acho que é diferente do que elas estão acostumadas. E as pessoas precisam ter mais disposição pra testar e aprender o novo! É claro que no início elas vão ter dificuldade, mas o Linux não é nenhum bicho de sete cabeças!

Porém, o foco desse pequeno post não é questionar a dificuldade por esse aspecto, mas questionar a praticidade de uso dos dois sistemas.

Vou propôr um problema básico: baixei 500 fotos de uma viagem (com uma qualidade foda, tipo 2048×1536) para o meu computador. Elas estão muito grandes e quero diminuí-las para publicá-las no meu site. As imagens para a web não precisam ser muito grandes e nem ter uma qualidade muito alta. Eu não quero que elas tenham aquele nome feio DSC_….JPG que elas têm e quero que os arquivos tenham nomes em minúsculas do tipo viagem-N.jpg. Isso não é nenhuma realidade distante, é algo que eu sempre preciso fazer…

No meu Linux (com Funções ZZ e ImageMagick), eu simplesmente escreveria:

$ zzarrumanome *
$ zznomefoto -p viagem- *.jpg
$ mkdir fotosnovas
$ for i in *.jpg; do
> convert -geometry 640 -quality 75 $i fotosnovas/$i
> done

Como fazer isso no Windows? Se alguém conhece uma maneira, me ensine nos comentários. Eu gostaria muito de saber pra ensinar aos meus amigos que sempre precisam disso! :-)

[update] E vejam o que o MeioBit acabou de postar… eu ainda acho a minha maneira muito mais fácil! [/update]

Resumão

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 12 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Segunda Fase da OBI2006

Sábado foi a OBI em Blumenau. A prova estava cansativa e difícil pra caramba… Na minha opinião, o nível de dificuldade foi semelhante a da Seletiva para IOI do ano passado.

Fui muito mal, mas pelos comentários parece que ninguém foi muito bem. Essa espera pelo resultado vai ser longa… Hehehe… Teve gente que não me interpretou direito, então vou falar de outra maneira: Estou ansioso pelo resultado, por isso as duas semanas vão demorar pra passar.

Resposta à Veja

Não posso deixar de linkar esse ótimo artigo do Falcon Dark (assinem o feed desse cara… tudo que ele escreve é excelente!): Para o público e o privado sem ideologismo. Ele comenta sobre a reportagem da Revista Veja de 17 de maio de 2006, página 68, O grátis saiu mais caro.

O Laptop do Reinaldo

Instalei GNU/Linux (Slackware) no laptop do Reinaldo. Um Pentium 3 900mhz, 128 mb ram, 6 gb de HD; que tá com uma performance legal agora, sem o Windows XP que possuía (ou melhor, que o possuía).

O legal é que a placa de rede do laptop era PCMCIA e o CD e o disquete não funcionavam direito! Foi uma experiência única e desesperadora… :) Hehehe…

Consegui bootar por um CD velho do Slackware 10.0 (o drive de CD só conseguiu ler esse CD de todos que eu tinha aqui) e só deu pra instalar a série A (os pacotes mais básicos). O resultado foi um sistema sem absolutamente nada (andei até perguntando pro Lorn se tinha como configurar rede sem ifconfig… hehehe). Depois de dois dias, quando quase estava indo entregar para o Reinaldo o laptop destruído (sem sistema operacional), lembrei que tinha um velho zip-drive externo USB aqui em casa. Pluguei, montei e funcionou! Aí consegui instalar a série N (Network) e a AP (aplicações básicas) para conseguir ver o meu computador na rede e copiar o Slackware 10.2 inteiro.

Finalizado esse passo, reiniciei o computador bootando pelo CD do Slackware 10.0, deletei tudo do HD (com excessão exceção do CD do Slackware 10.2 que eu tinha copiado) e consegui fazer a instalação. O computador tá excelente agora, com uma performance impecável! :D (usando XFCE como gerenciador de janelas)

Desafio Nacional Acadêmico

Esse ano vai acontecer pela primeira vez o DNA. É um dia com várias provas (segundo eles, quase impossíveis) solucionadas pela internet por equipes de cinco componentes. Tem prêmios para os três melhores colocados e já inscrevi minha equipe. A inscrição custa R$ 50,00. Quem puder, participe! É uma oportunidade legal…

Microsoft terá que abrir código-fonte do Windows

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 12 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

A Microsoft anunciou, nesta quarta-feira, que vai abrir o código-fonte do sistema operacional Windows. A decisão cumpre uma das exigências da União Européia, que ameaçou multar a empresa por práticas monopolistas.

Fonte: Terra


Tô de boca aberta até agora. Isso aí parece notícia de primeiro de abril… Hehehe… Putz! Windows ser open source é uma das coisas mais absurdas que eu já ouvi. Seria o máximo! Imagina podermos editar o código do Windows pra corrigir seus bugs, termos Linuxes rodando programas de Windows e muito mais! :) Valeu, União Européia!

Windows Live Messenger

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 12 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Segundo a Microsoft: O Windows Live Messenger será a próxima geração do MSN Messenger. Ele terá tudo o que você adora no Messenger – sua lista de contatos, seus emoticons, acesso imediato a seus amigos por texto, voz e vídeo, além de incríveis novos recursos para se conectar e compartilhar arquivos com seus contatos. E como sempre, você poderá fazer download e usar gratuitamente a maioria dos recursos.

Eu fui convidado pra testar o primeiro Beta dele e agora posso convidar cinco pessoas para testarem o negócio também. Não tenho pra quem dar os convites; portanto, se alguém quiser, poste um comentário!

Avaliação

Minha avaliação feita em cinco minutos de uso, só conseguindo testar o programa falando com meu irmão do meu lado (era de manhã cedo… hehehe)

  • Design: 2/5 – A Microsoft teve um péssimo gosto. Verde com laranja, uma coisa bem estranha. De qualquer maneira, se você tiver um Windows todo com essas cores até que fica “legal”. Tem uns sombreados e degradês legais. :) Acho que não combina com o meu Windows estilo clássico (ao menos é um WinXP ultra-leve). Mas eu acho que dá pra mudar essas cores, depois vou postar um novo screenshot se conseguir deixar ele “bonito”. :D
  • Novidades: 4/5 – Eu gostei da idéia do compartilhamento de arquivos do novo mensageiro. O plano deles é você poder compartilhar uma pasta inteira e outro usuário poder pegar arquivos dela. Não sei como ninguém pensou nisso antes… Hehehe… Fora isso, não teve nada muito inovador.
  • Usabilidade: 3/5 – É interessante quando você clicar numa pessoa aparecer ícones embaixo dela (essa idéia foi meio copiada do Google Talk, mas tudo bem…). Também gostei da maneira de procurar seus contatos em uma barra que tem em cima da lista (só serve pra você procurar nos seus contatos existentes). Humm… Porém, ainda não se compara ao nosso bom e velho ICQ. :) Eu achei o programa meio “pesadão” e o design dele colabora pra não dar muita vontade de usar… Hehehe