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Como ler notícias ilimitadas de Folha, Estadão e Globo sem cadastro

TL;DR: Instale o Adblock Plus em seu navegador, entre nas suas opções, peça para adicionar seu próprio filtro e adicione o filtro: *paywall*. Você agora deve ser capaz de ler notícias de Folha, Estadão e Globo sem cadastro. Caso tenha interesse em saber o caminho que levou a solução até aqui, continue lendo o post.




A mídia tradicional mudou a forma como publica na internet. A regra agora é que sem cadastro você só pode acessar um determinado número (pequeno) de notícias. O nome do sistema é paywall. Ao chegar no limite, você recebe mensagens como as seguintes:

folha estadao globo
Folha, Estadão e Globo quando você lê muitas reportagens

No caso da Folha, só o cadastro pago dá acesso ilimitado. Nos outros, aparentemente um cadastro gratuito é suficiente. De qualquer forma, por que dar seus dados para esses sites saberem quem você é, como navega e o que gosta de ler? Para quem esses sites vão dar essas informações?

Para além da preocupação com privacidade e anonimato, esse sistema funciona como um bloqueio para que as pessoas não possam ler e disseminar as notícias da internet. Torna a circulação de informações mais difícil e o espaço internético mais privado e menos democrático. Por isso, compartilho aqui um pouco sobre o funcionamento do paywall e algumas formas de contorná-lo.


Os sites não querem que buscadores tenham dificuldade de acessar e indexar seu conteúdo. Tampouco querem bloquear endereços de IP, já que a quantidade de pessoas que usa internet via NAT (compartilhando o mesmo endereço de IP com outras pessoas numa mesma rede) é enorme. Por isso, eles fazem todo o controle não no computador deles (servidor), mas no seu computador (cliente).

Para fazer isso, eles contam com a ajuda do seu navegador. Eles mandam a página sempre da mesma forma e o seu navegador é que faz o trabalho sujo. Roda um programa escrito em JavaScript para olhar pros dados que ele mesmo já tinha registrado anteriormente (os chamados cookies). Baseado nesses dados, redireciona você para outra página (no caso de Folha e Estadão, simplesmente coloca um fundo preto semi-transparente em cima do conteúdo do site).

Isso torna não só possível, como trivial contornar o bloqueio. Basta dizer para o seu navegador não registrar cookies, desativar a execução de JavaScript ou rodar outro programa para anular a ação do programa da grande mídia. Abaixo vou mostrar diversas formas de fazer isso usando o Mozilla Firefox, mas em outros navegadores há formas semelhantes de fazer o mesmo. Como sempre, a última forma é a que eu considero melhor.

Usar janela de navegação privada

A forma mais simples de acessar um conteúdo bloqueado é acessar a página numa janela de navegação privada. Para abrir tal janela, basta usar o atalho Ctrl+Shift+P no Firefox (ou Ctrl+Shift+N no Chromium). Como essa janela não vai usar os cookies que seu navegador tem registrado na janela principal, você vai conseguir acessar o conteúdo proibido normalmente (como se nunca tivesse acessado nenhuma notícia antes). Há pessoas que usam só o modo de navegação privada o tempo todo (uma opção razoável para evitar rastreamento).

Remover cookies individuais

No Firefox, você pode usar Editar → Preferências → Privacidade → Remover cookies individuais para remover cookies registrados no seu computador. Se você remover todos, vai sair automaticamente de todos os sites onde está logado. Como seu objetivo é contornar o paywall, você pode remover cookies somente dos sites que deseja acessar (no caso, procurar globo, folha e estadao na barra de busca da remoção de cookies).

Desativar JavaScript

É possível desativar a execução de programas enviados pelos sites que você acessa no Firefox desmarcando a caixa Permitir JavaScript no menu Editar → Preferências → Conteúdo do Firefox. Dessa forma, você vai perder muitas funcionalidades dos sites, mas navegar mais rápido e não ter que encarar paywall algum.

A extensão NoScript do Firefox torna mais fácil ativar/desativar scripts de determinados domínios.

Desativar CSS

Se você não se importar com leiaute e diagramação da página, Exibir → Estilos da página → Nenhum estilo vai fazer tudo ficar feio, mas o texto legível.

Usar extensão Web Developer

Instalar a extensão Web Developer no Firefox torna ainda mais simples remover cookies de um determinado domínio e desativar JavaScript ou CSS (aparece uma barra embaixo da barra de endereço com botões pra executar essas ações).

Remover lightbox

No caso de Folha e Estadão (que sobrepõe um fundo preto semi-transparente e uma lightbox na página ao invés de redirecionar você para outra página como faz o Globo), é possível fazer a lightbox desaparecer (sem mexer nos cookies ou no JavaScript) usando o modo de inspeção (Ctrl+Shift+I), selecionando os elementos que quer remover e adicionando o CSS display:none; neles. Por meio de um userscript do Greasemonkey seria possível automatizar isso.

Forma definitiva (minha preferida): filtros no Adblock Plus

Adblock Plus é uma extensão do Firefox extremamente eficiente para bloquear publicidades e scripts não desejados. Os seguintes filtros bloqueiam os scripts de paywall de Folha, Estadão e O Globo:

||paywall.estadao.com.br^
||estadao.com.br/paywall/*
||www1.folha.uol.com.br/folha/furniture/paywall/*
||static.folha.com.br/paywall/*
||oglobo.globo.com/servicos/inc/payWall.Conteudo.js
||oglobo.globo.com/plataforma/js/*/minificados/paywall/registraConteudosLidos.js

(Depois de escrever, fiquei pensando que talvez seja razoável bloquear simplesmente *paywall* de uma vez.)

Para usar, basta ter instalado o Adblock Plus, copiar essas regras (todas juntas) e colá-las em Ferramentas → Adblock Plus → Preferências de filtros → Filtros personalizados.

Escreva um blog e compartilhe suas ideias

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 5 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

O crescimento da internet em todo o planeta expressa a necessidade da nossa geração de experimentar meios de comunicação diferentes dos que a mídia tradicional nos propõem. A sociedade é cada vez mais dependente dessa rede, que conecta as pessoas das mais distantes localidades em tempo real.

A internet não é a mesma de dez anos atrás. Uma conexão hoje é condição necessária para a utilidade de um computador e a rede está cada vez mais presente em diferentes dispositivos, em especial nos celulares. A web é hoje o espaço das aplicações e dos serviços: um espaço virtual aparentemente infinito para onde você faz upload de toda a sua vida. Você usa a internet para ouvir músicas, baixar filmes, editar documentos, conversar com amigos, pagar contas, planejar viagens, organizar calendário, ver mapas, guardar fotos, entre muitos outros usos. Porém, o principal deles continua sendo compartilhar, ou seja, difundir ideias.

Compartilhar sempre foi o cerne da internet. Desde a criação dos primeiros sites pessoais, passando pelos blogs e por ferramentas que auxiliam a sua criação, chegando às mais diferentes ferramentas de redes sociais. Por isso, a disputa da rede é feita através das brigas em torno do compartilhamento: o que pode e não pode compartilhar, o anonimato necessário para compartilhar verdades inconvenientes, a neutralidade dos serviços contra o filtro do que passa e não passa pela rede.

Por um lado, temos aqueles que defendem uma internet mais restrita e com menos liberdade, isso é, com mais cara de TV. A censura do Wikileaks, juntamente com a perseguição a Julian Assange, e os projetos de lei SOPA/PIPA (EUA), Sinde (Espanha), Lerras (Colômbia) e Azeredo (Brasil) foram os casos que mais chamaram atenção nos últimos tempos.

Por outro lado, tecnologias estão sendo construídas e superadas em tempo recorde para tornar o compartilhamento mais fácil. Os levantes recentes no Oriente Médio demonstraram a eficácia da internet em ajudar ativistas políticos e sociais a organizarem protestos, disseminarem informações para o público e enviarem notícias de prisões e repressões ao restante do mundo. Do ponto de vista da tecnologia, o Facebook, pela sua capilaridade, é hoje a maior expressão da internet de curtir e compartilhar.

A rede de Mark Zuckerberg teve papel destacado em importantes acontecimentos sociais e políticos do ano passado. Há vários exemplos. Organização e divulgação dos protestos que culminaram na queda de Hosni Mubarak no Egito. Construção do movimento 15-M da juventude da Espanha e de outros movimentos de indignados por todo o planeta. Surgimento do movimento Occupy Wall Street nos EUA. Aqui no Brasil, difusão de diversos atos contra o aumento da passagem de ônibus, Marcha da Liberdade, Marcha das Vadias, Fora Ricardo Teixeira, entre outros.

A internet de hoje não é a mesma do ano passado. Pelo seu funcionamento democrático e pela sua dimensão global, ela muda muito rápido. Por isso, cabe a nós experimentar o tempo todo novas formas de explorar o ciberespaço para aproveitar todo o seu potencial viralizante e discutir ideias que nos auxiliem na construção de instrumentos de mudança social que organizem mais e mais pessoas ao redor do mundo.

Embora o Facebook seja uma ferramenta de utilidade incontestável, sua hegemonia tem me preocupado. Não pelo motivo que sempre leio por aí (o de estarmos compartilhando toda a nossa vida com uma empresa que não tem uma política de privacidade muito razoável), mas principalmente por outros dois: seu caráter efêmero e seus algoritmos que nos separam em bolhas.

Achar algo que você leu no mês passado no Facebook é um pesadelo. Ainda que você lembre quem foi que compartilhou ou em que grupo, você precisa andar e andar na barra de rolagem até fazer seu cooler começar a gritar de tanto processamento de JavaScript para encontrar o que você queria. No caso de querer encontrar comentários ou uma coisa que você não lembra quem foi que postou, é difícil até imaginar por onde começar. Os posts do Facebook não são indexados por sites de busca e suas mensagens vão ficando sufocadas embaixo de uma pilha que cresce quanto mais você usa a rede social. Por mais que exista a tentativa da linha do tempo para você navegar por anos e meses, é inegável que o Facebook é a rede social do que está acontecendo e não do que aconteceu.

Além disso, sua rede de amigos no Facebook é muito limitada. Primeiramente porque você só pode ter 5000 amigos (mais assinantes, é verdade), mas principalmente porque uma porcentagem muito pequena deles efetivamente vêem o que você posta. Vou dar um exemplo: De julho a outubro publiquei todos os dias atualizações de status sobre as eleições municipais no meu perfil divulgando as propostas dos meus candidatos. Na véspera das eleições, mandei e-mails e mensagens no Facebook para grande parte dos meus contatos pedindo voto neles. Várias pessoas ficaram felizes com a recomendação e disseram que até receberem a mensagem nem sabiam que eu estava envolvido na campanha do PSOL.

Faz sentido. O algoritmo do Facebook provavelmente seleciona postagens de temas que você se interessa (costuma postar, curtir, comentar, compartilhar) para você ler. Os posts sobre banana tendem a ser visualizados por quem gosta de banana. Aí você fica fazendo propaganda de bananas para seus amigos bananeiros. Bom para receber curtidas e melhorar sua auto-estima, ruim se você quer discutir as vantagens da banana com mais pessoas que não são do seu grupo de estudos sobre banana. Além de que tem um monte de gente que gosta de banana, mas nunca vai ver seus posts simplesmente porque não é seu amigo.

Passei os últimos anos escrevendo muito no Facebook. O Facebook certamente é uma ferramenta muito importante, mas estou convencido de que ele tem um potencial infinitamente maior se caminhar junto com a escrita de blogs. Posso citar pelo menos três motivos:

  1. Os blogs divulgam mensagens menos efêmeras e com mais conteúdo. Por isso, são espaços mais adequados à formulação e ao registro de ideias (que certamente não devem deixar de ir para as redes sociais para serem disseminadas nas bolhas).
  2. Os blogs são indexados pelo Google. Com isso, aparecem nos resultados das buscas de quem se interessa pelas coisas que escrevemos e seus links fortalecem os sites que queremos difundir para o mundo através do aumento do seu pagerank.
  3. Os blogs não só enviam mensagens, mas iniciam conversações. Posts em blogs geram não só reflexões, mas comentários, posts em outros blogs e discussões nas redes sociais.

Tenho uma rede de amigos que escreve coisas muito legais nas redes sociais. Debate os temas da atualidade, formula política, faz críticas inteligentes sobre uma porção de assuntos relevantes. Há muitas (bilhões, eu diria) pessoas que não leio no Facebook, que talvez leiam este post e que certamente também têm muito a contribuir para o saudável debate de ideias que precisamos travar o tempo todo para mudarmos as pessoas e mudarmos o mundo. Esses comentários merecem e precisam superar as fronteiras dos algoritmos do Facebook para gerar mais discussão e influenciar outras pessoas. Por isso, escrevo para fazer o convite: escreva um blog e compartilhe suas ideias!

Tem um blog? Compartilhe um link dele nos comentários.

43 anos de Internet

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 6 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Há exatos 43 anos foi escrito o primeiro RFC (Request for Comments), motivo pelo qual muitos comemoramos no dia 7 de abril o nascimento da Internet. Imagino que poucas pessoas já leram ou sabem o que são RFCs fora do meio nerd: em resumo, são simples documentos de texto com não mais de 80 caracteres de largura que regulamentam os protocolos usados na Internet e são fundamentais para o desenvolvimento dos programas que você usa diariamente, inclusive o que você está usando para abrir o meu blog (seja no seu computador, no seu celular, ou no seu óculos).

Traduzi para o português (meio correndo e talvez porcamente; me corrijam se acharem alguma coisa muito errada) e recomendo a leitura do texto abaixo, escrito pelo cara que fez o primeiro RFC e publicado pelo The New York Times há três anos (para o aniversário de 40 anos da Internet). Além do valor histórico, acho que é um texto que tem muito a ver com o debate sobre as possibilidades que a internet do Wikileaks e do Mega Upload nos abre hoje e sobre os valores democráticos da rede, que têm sido duramente combatidos pelo conservadorismo do governo dos Estados Unidos e por iniciativas como a SOPA nos EUA e a Lei Azeredo no Brasil.

Como a Internet obteve suas regras

* Stephen Crocker

Hoje é uma data importante na história da Internet: é o aniversário de 40 anos dos chamados RFCs (Request for Comments). Fora da comunidade técnica, poucos sabem o que são RFCs, mas esses simples documentos moldaram o funcionamento interno da Internet e têm desempenhado um papel significativo no seu sucesso.

Quando os RFCs nasceram, não havia a World Wide Web. Mesmo no final de 1969, havia apenas uma rede rudimentar ligando quatro computadores em quatro centros de pesquisa: a UC Los Angeles, o Stanford Research Institute, a UC Santa Barbara e a Universy of Utah em Salt Lake City. O governo financiou a rede e os cem ou menos cientistas da computação que a utilizaram. Era uma comunidade tão pequena que todo mundo se conhecia.

Muito planejamento e muitas deliberações tinham sido feitos sobre a base da tecnologia da rede, mas ninguém tinha pensado muito no que fazer com ela. Então, em agosto de 1968, um punhado de estudantes e funcionários dos quatro locais começaram a se reunir intermitentemente pessoalmente para tentarem descobrir. (Fui sortudo o suficiente para ser um dos estudantes da UCLA incluídos nessas grandes discussões.) Só na primavera seguinte nós percebemos que deveríamos começar a escrever nossos pensamentos. Pensamos que talvez devêssemos juntar memorandos temporários e informais sobre os protocolos da rede, as regras pelas quais os computadores trocam informação. Me ofereci para organizar nossas primeiras notas.

O que deveria ser uma tarefa simples acabou se tornando um projeto desesperador. Nossa intenção era apenas encorajar outras pessoas a dialogarem, mas fiquei preocupado que soasse como se estivéssemos tomando decisões oficiais ou afirmando autoridade. Na minha cabeça, eu estava incitando a ira de algum professor de prestígio em algum estabelecimento da Costa Leste. Eu estava realmente perdendo o sono com a coisa toda e quando finalmente decidi escrever meu primeiro memorando, que lidava com a comunicação básica entre dois computadores, era madrugada. Tive que trabalhar no banheiro para não incomodar os amigos com quem eu estava hospedado, que estavam todos dormindo.

Ainda com medo de soar presunçoso, rotulei a nota “Request for Comments” (Pedido de Comentários). O RFC 1, escrito 40 anos atrás, deixou muitas perguntas sem resposta e logo se tornou obsoleto. Porém, os RFCs se enraizaram e floresceram. Eles se tornaram o método formal de publicar padrões do protocolo da Internet, e hoje são mais de 5000, todos disponíveis online.

Começamos a escrever essas notas antes que nós tivéssemos e-mail e mesmo antes que a rede estivesse realmente funcionando, então nós escrevíamos nossas visões para o futuro no papel e mandávamos pelo correio. Enviávamos uma impressão para cada grupo de pesquisa e eles tinham que tirar suas cópias.

Os primeiros RFCs variavam de grandes visões para detalhes mundanos, embora o segundo rapidamente tenha se tornado o mais comum. Menos importante do que o conteúdo desses primeiros documentos era o fato de que eles eram disponíveis de forma gratuita e qualquer um poderia escrever um. Em vez de um modelo de tomada de decisão baseado em autoridade, nós confiamos num processo que chamamos de “consenso básico e código em execução”. Todo mundo era bem-vindo a propôr ideias e, se pessoas suficientes gostassem e usassem, o projeto se tornava um padrão.

No fim, todos entendiam que havia uma utilidade prática em escolher fazer a mesma tarefa da mesma forma. Por exemplo, se quiséssemos mover um arquivo de uma máquina para a outra, se você projetasse o processo de uma forma e eu projetasse de outra, então qualquer pessoa que quisesse falar com nós dois teria que usar duas formas diferentes para fazer a mesma coisa. Então houve muita pressão natural para evitar tais inconvenientes. Provavelmente ajudou que naqueles dias nós evitávamos patentes e outras restrições; sem incentivo financeiro para controlar os protocolos, era muito mais fácil chegar a acordos.

Isso foi o melhor para a abertura dos projetos técnicos, e a cultura dos processos abertos foi essencial para permitir que a internet crescesse e evoluísse da forma tão espetacular como fez. Na verdade, nós provavelmente não teríamos a web sem eles. Quando os físicos do CERN quiseram publicar um monte de informações numa forma que as pessoas pudessem facilmente pegá-las e adicionarem às mesmas, eles simplesmente construíram e testaram suas ideias. Por causa do fundamento que colocamos no RFC, eles não tiveram que pedir permissão, ou fazerem quaisquer mudanças nas operações básicas da Internet. Outros logo copiaram-os — centenas de milhares de usuários de computador, então centenas de milhões, criando e compartilhando conteúdo e tecnologia. Isso é a Web.

Posto de outra forma, nós sempre tentamos projetar cada novo protocolo para ser útil tanto para seu próprio fim como para serem um bloco de construção disponível para outros. Nós não pensamos nos protocolos como produtos acabados, mas deliberadamente expusemos suas arquiteturas internas para fazer fácil que os outros os aproveitassem. Isso era a antítese da atitude das velhas redes de telefonia, que desencorajavam fortemente quaisquer acréscimos ou utilizações que elas não haviam sancionado.

É claro que o processo para publicar ideias e escolher padrões eventualmente se tornou mais formal. Nossas reuniões soltas e anônimas cresceram e se semi-organizaram no que chamamos de Network Working Group (Grupo de Trabalho da Rede). Nas quatro décadas desde lá, esse grupo evoluiu, se transformou algumas vezes e hoje é a Internet Engineering Task Force (Força de Tarefa da Engenharia da Internet). Ela tem alguma hierarquia e formalidade, mas não muita, e continua a ser gratuita e acessível a qualquer um.

Os RFCs cresceram também. Eles não são mais realmente pedidos de comentários, porque eles são publicados somente depois de muita examinação. Mas a cultura que foi construída no início continuou a desempenhar um papel importante em manter as coisas mais abertas do que elas poderiam ter sido. Ideias são aceitas e classificadas pelos seus méritos, com tantas ideias rejeitadas como aceitas.

A medida que reconstruirmos nossa economia, espero que tenhamos em mente o valor da transparência, especialmente em indústrias que raramente a tiveram. Seja na reforma do sistema de saúde ou na inovação da energia, as maiores recompensas virão não do que o pacote de incentivo paga diretamente, mas das perspectivas que abrimos para os outros explorarem.

Me lembrei do poder e da vitalidade dos RFCs quando eu fiz a minha primeira viagem para Bangalore, India, há 15 anos atrás. Fui convidado a dar uma palestra no Indian Institute of Science e durante a visita fui apresentado a um estudante que construiu um sistema de software bastante complexo. Impressionado, perguntei onde ele havia aprendido a fazer tudo aquilo. Ele respondeu simplesmente: “Eu baixei os RFCs e li.”

* Stephen D. Crocker escreveu o primeiro RFC há exatos 43 anos.

A palestra do Chris Hofmann (Mozilla) e outros destaques do 2º dia do 12º FISL

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 6 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

A palestra do Chris Hofmann, da Mozilla Foundation, superou minhas expectativas. Acho que não esperava muito por causa de traumas com gringos que vem falar em nome de programas grandes/populares e acabam decepcionando. Mas é claro que com a Mozilla tinha que ser diferente. Chris contou a história do Firefox justificando a necessidade de sua existência desde que foi criado (época em que o Internet Explorer representava mais de 95% dos navegadores e parecia impossível inovar a web) até hoje, quando as empresas (e os navegadores escritos por elas) cada vez mais ignoram a privacidade de seus usuários. Comprovou esse ponto com duas citações, uma do CEO do Google e outra do CEO do Facebook (Eric Schmidt e Mark Zuckerberg, respectivamente), que mostravam seu total desprezo pelos dados que compartilhamos nesses sites.

Prosseguindo nesse sentido, ele fez o paralelo entre uma proposta do congresso dos Estados Unidos em 2001 (que propunha que o governo controlasse e-mails, documentos, cartão de crédito e sites acessados pelos usuários) com o Google de hoje (Google Mail, Google Docs, Google Checkout, Google Analytics — respectivamente). A partir daí, falou do funcionamento do Firefox Sync, que, diferentemente do sincronizador do Chrome, criptografa as informações antes de mandar para o servidor (portanto, deixando a Mozilla sem acesso aos dados dos usuários) e também fez um apelo para que usemos a checkbox “I do not want my data to be tracked” dos novos Firefox para que ao menos mandemos uma mensagem para os sites dizendo que não estamos de acordo com a forma como elas estão nos vigiando nesses tempos. Sua fala foi um bom complemento ao que o Alexandre Oliva (da Free Software Foundation) colocou ontem, sobre a violação de privacidade que tem aumentado muito também nos sistemas operacionais de telefones celulares.

Chris concluiu agradecendo e incentivando os presentes a continuar espalhando o Firefox ajudando seus parentes e amigos a migrarem, usando versões beta, reportando bugs, ajudando com traduções e se envolvendo mais com a comunidade Mozilla.

Outros destaques, curiosidades e citações aleatórias

  1. O Irmão Pedro Ost definiu software livre de uma forma legal: “Em vez de eu me adaptar ao programa que vem, o programa tem que se adaptar à minha realidade.”
  2. Jacob Appelbaum falaria sobre o projeto Tor e sobre censura na internet. Provavelmente teria sido uma palestra interessantíssima — eu esperava que fosse uma das melhores deste FISL, ainda mais pelas coisas recentes que aconteceram no mundo –, mas infelizmente seu avião atrasou. Por conta disso, Jeremy Allison, do Samba e do Google, fez uma palestra sugerindo cloud computing para substituir sistemas de arquivos em rede (NFS, Samba). Eles seriam baseados em busca (no lugar de sistemas de arquivos baseados em árvores de diretórios). A ideia de basear sistemas de arquivos em buscas é divertida, mas a sugestão de manter seus dados longe é preocupante, ainda mais vinda de um funcionário do Google.
  3. Esperava muito mais da mesa sobre ética hacker com Sérgio Amadeu, Alexandre Oliva e Nelson Pretto. Pelos nomes e pelo tema, esperava que fosse um dos grandes eventos deste FISL, mas não foi nada demais. Uma fala curiosa do Sérgio: “O hacker é um individualista, mas não é o individualista que a cultura de massa criou. É um individualista colaborativo. Se realiza quando consegue enfrentar o desafio e compartilhar com os outros.”
  4. Foi bastante interessante a palestra do Deivi Lopes Kuhn sobre software livre no governo federal. Anotei algumas coisas e vou deixar pra sistematizar e publicar comentários em breve, num post a parte (devido à densidade do conteúdo).

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ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Alguém quase sem nada pra fazer resolveu mandar o Lynx baixar todas as médias do ENEM, rodou um programa em PHP com expressões regulares para separar os valores e agora apresenta-lhes a escola com a melhor média de Santa Catarina:

mysql> select id, nome, media from enem where estado='sc' order by media desc limit 40;
+-----+-------------------------------------------+-------+
| id  | nome                                      | media |
+-----+-------------------------------------------+-------+
| 185 | COLEGIO SALESIANO ITAJAI                  |  6456 | 
| 821 | INST SUP E CENTRO EDUC LUTERANO BOM JESUS |  6435 | 
| 140 | COLEGIO ENERGIA                           |  6295 | 
|  49 | CENTRO EDUC ENERGIA TUBARAO SC LTDA       |  6209 | 
|  87 | COLEGIO BOM JESUS DIOCESANO               |  6167 | 
| 154 | COLEGIO HENRY FORD                        |  6144 | 
| 193 | COLEGIO SAO BENTO                         |  6144 | 
| 834 | SOCIEDADE EDUC POSIVILLE LTDA             |  6085 | 
| 166 | COLEGIO MARISTA SAO LUIS                  |  6073 | 
| 142 | COLEGIO ENERGIA                           |  6060 | 
| 813 | EXATHUM CURSO E COLEGIO                   |  6034 | 
| 116 | COLEGIO CORACAO DE JESUS                  |  5984 | 
|  48 | CENTRO EDUC ENERGIA SC LTDA               |  5959 | 
|  68 | CENTRO FEDERAL DE ED TECNOLOGICA DE SC    |  5936 | 
| 173 | COLEGIO MURIALDO                          |  5909 | 
| 115 | COLEGIO CONSUL CARLOS RENAUX              |  5899 | 
| 206 | COLEGIO TENDENCIA                         |  5885 | 
| 128 | COLEGIO DEHON                             |  5872 | 
|  76 | COLEGIO ALTO VALE LTDA                    |  5861 | 
|  88 | COLEGIO BOM JESUS STO ANTONIO             |  5852 | 
| 365 | EEB FELICIANO NUNES PIRES                 |  5843 | 
| 119 | COLEGIO DE APLICACAO DA UNC CACADOR       |  5831 | 
| 150 | COLEGIO EXPONENCIAL                       |  5811 | 
| 182 | COLEGIO RAINHA DO MUNDO                   |  5796 | 
| 183 | COLEGIO SAGRADA FAMILIA                   |  5788 | 
| 160 | COLEGIO MAFRENSE                          |  5779 | 
|  96 | COLEGIO CENECISTA DR JULIO CESAR R NEVES  |  5777 | 
| 210 | CONJ EDUC DR BLUMENAU                     |  5761 | 
|  51 | CENTRO EDUC FRAIBURGO CEFRAI              |  5746 | 
| 184 | COLEGIO SAGRADA FAMILIA                   |  5746 | 
| 164 | COLEGIO MARISTA FREI ROGERIO              |  5724 | 
|  69 | COLEGIO ADV DE  INDAIAL                   |  5721 | 
| 196 | COLEGIO SAO LUIZ                          |  5720 | 
| 159 | COLEGIO MADRE TERESA MICHEL               |  5719 | 
| 801 | ESC BARAO DO RIO BRANCO                   |  5717 | 
| 835 | SOCIEDADE EDUC VERDES MARES               |  5696 | 
| 211 | COOPERATIVA EDUCACIONAL MAGNA             |  5688 | 
| 133 | COLEGIO DOM JAIME CAMARA                  |  5683 | 
| 139 | COLEGIO ELISA ANDREOLI                    |  5681 | 
| 134 | COLEGIO DOS SANTOS ANJOS                  |  5673 | 
+-----+-------------------------------------------+-------+
40 rows in set (0,00 sec)

A melhor escola possui também o melhor site, que deve ter sido feito por alguém realmente muito bom. ;)

A Blogosfera Brasileira de 2006

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Ao invés de fazer uma retrospectiva de 2006, resolvi agradecer aos blogueiros brasileiros pelo magnífico trabalho que eles fizeram neste ano para participar da brincadeira do Darren Rowse. A nossa blogosfera está cada vez funcionando melhor e o ano que vem deve ser ainda melhor.

Eu resolvi escolher os 10 blogs da minha lista de feeds que eu mais gosto de ler. Não foi uma escolha fácil… No começo eu tinha separado quase 50 blogs, fui cortando e agora cheguei a 10. O critério foi não ter critérios. Escolhi os blogs que eu mais gosto de ler no momento, sobre temas variados. E coloquei-os em ordem alfabética…

Vale a pena ler o que esses caras escrevem! Confiram…

Os 10 melhores blogs

2007 será O Ano dos Blogs! Mesmo não estando nessa lista, se você está nos meus feeds é porque eu gosto do seu trabalho. Agradeço a todos os blogueiros brasileiros pelo o que eles estão fazendo com a internet: um espaço aberto, livre e democrático; com liberdade de expressão e discussão. Keep posting… :-)

Por que não comentam?

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Eu estava precisando de férias… Agora estou voltando a ler, a escrever, a trabalhar e a estudar. Durmo tarde, acordo cedo, passo o dia fazendo várias coisas ao mesmo tempo, misturando lazer e o freelance que eu preciso acabar pro final do mês. É muito bom, dá uma sensação de estar aproveitando o tempo e aprendendo (algo que é difícil na escola – leia os comentários também) :-)

Voltei a atualizar meu blog, criei outro com a Carol, tem outro especificamente sobre algoritmos e olimpíadas que deve sair no final do mês (na real, se eu pegasse ele pra acabar hoje eu acabaria, mas eu quero esperar um pouco) e estou planejando outro com um amigo. :-) É muito bom escrever e é melhor ainda ler (que é o que mais motiva a escrever). Passo o dia lendo meus feeds sem compromisso e quando acho algo legal escrevo alguma coisa.

Preciso mudar o design desse blog, urgentemente! E também preciso colocar Adsense nele (não sou um Cardoso, mas meus pouco mais de 100 visitantes diários nesse blog podiam me render uma graninha boa, combinado aos adsenses dos outros).

Mas… A pergunta que eu venho fazer nesse post é: Por que as pessoas lêem e não comentam nos blogs?

O Analytics não mente e nem as pessoas que me dizem que leram e gostaram de um texto, e às vezes vêm comentar na vida real. Por que elas não podem comentar no site? As pessoas têm medo de dar suas opiniões e discutir na internet? Eu escrevo bastante merda aqui (veja meus últimos posts sobre o discordianismo e sobre Deus); vocês podem se sentir a vontade para discordar de mim e para discutir comigo. Ou pra concordar também! :-) Anyway, o blog tem uma razão pra permitir comentários; os comentários existem porque discussões são valorizadas em blog. Blogs não podem se tornar um monólogo!

Então, por favor, me expliquem comentando esse post: Por que as pessoas não comentam? E o que eu posso fazer pra elas comentarem? Façam a felicidade do meu dia, escrevam alguma coisa na caixinha aí em baixo. :-)

Web Authoring Statistics

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 12 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Li hoje no feed do Google Code as estatísticas das tags mais usadas e como são usadas. É decepcionante ver:

  1. Que a tag head é mais comum que a html!
  2. A tag br está lá em cima, do lado de tags como table.
  3. A tag div é mais incomum do que a script
  4. … e por aí vai.

Aí depois ele vai falar dos elementos mais usados e seus atributos mais usados… Advinhem quais? Isso mesmo. body bgcolor, a target, table border width cellspacing cellpadding

Ah… Nem vou mais falar do resto. Vejam aqui: Google Web Authoring Statistics

Com estatísticas como essas, percebemos que a maioria dos webmasters em geral ainda não adotou um desenvolvimento semântico e aí eles tornam a internet esse lixo… :(

Gecko vs. Opera

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 12 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Opera Is Faster, More Secure, More Compliant Than Firefox, afirma o site OS News. Let’s get the facts… Não que eu seja um expert nisso, mas aqui está minha análise sobre o caso Mozilla (Gecko) vs. Opera, sem querer ofender ninguém, nem difamar a imagem do Opera. Mas se eu estiver errado, comentem o contrário! ;)

Vantagens do Opera

Na minha opinião, a única vantagem do Opera é que ele gasta menos memória. Isso é incontestável. Já fiz vários testes e ele é realmente muito bom nesse aspecto. Sobre ser mais rápido, eu não tenho tanta certeza. Se você compilar o seu Firefox para a sua plataforma e configurar usando o about:config eu acho que eles têm uma velocidade semelhante. E além de não ter uma internet estável o suficiente, não sei como fazer o teste de velocidade, de qualquer maneira…

Vantagens do Gecko

Tem bem mais compatibilidade com os padrões web e com DOM do que o Opera. Não vem com um monte de recursos que eu não quero. Existem centenas (ou milhares?) de extensões para eu baixar e que personalizam o navegador para mim. É um software livre. Já baixei várias vezes o código do CVS dele e compilei usando configurações para o meu processador. Eu tenho como criar extensões para ele com o que eu quiser. Eu tenho como ver o código dele (e alterar o que eu quiser); Como é possível ainda assim dizerem que o Opera é mais seguro?


Eu gostaria de acessar o link que o OSNews diz de onde veio a notícia, mas não está funcionando aqui… Sinceramente, pelo menos pra mim, o Firefox vale bem mais a pena. E acho que para os leigos também, que tem um navegador semelhante ao IE (semelhança que eu me refiro é só a posição das coisas!), mais recursos e mais segurança.

De qualquer maneira, cada um usa o que quiser!

“Google Office” a caminho

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 12 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Saiu lá no blog do Falcon Dark: “O Próximo Assalto”. O Fábio fala de forma muito intereressante sobre a nova era que estamos entrando com a Web 2.0 e o Google se preparando para o confronto final contra a Microsoft. Embora meus artigos velhos ainda nem estejam funcionando no novo WordPress (e muito menos os comentários!), é um assunto que merece meu comentário.

O post do Falcon Dark fala sobre o custo e a dificuldade que a Microsoft teria pra poder competir com o “Google Office” (ou faria um Office on-line gratuito, e aí só ia manter o monopólio no sistema operacional). Se pensarmos dessa maneira, realmente a Microsoft terá pouco tempo de vida (o que seria ótimo, né? Hehehe… Adeus monopólio!).

Eu comecei a desenvolver para Web 2.0 há pouco. Esse conceito é bastante novo pra mim e ainda não me acostumei com as novidades do Google (quer dizer, eu sempre fico pasmo ao ver o Google Suggest!)… Mas parece que, mais rápido do que parecia, essa Web vai acabar com toda a estrutura que conhecemos como sistema… O que eu quero dizer com isso é que num futuro não tão distante, um sistema operacional pode ser apenas um navegador e o conjunto de drivers e acessaríamos todos os serviços via internet!

Isso por enquanto seria um pouco difícil somente por causa da velocidade de conexão que temos, que é muito baixa, mas já seria possível se tivéssemos serviços como um Office na internet. E a Web 2.0 tende ao software livre (ou será que isso é uma impressão minha talvez só por ser feita em linguagem client-side?).

Bom… As possibilidades são muitas. São coisas que há pouco tempo atrás não pareciam possíveis… Já estou me imaginando no ano que vem escrevendo meu perfil no Orkut usando o Office!