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Perdi minha carteira

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 6 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Perdi minha carteira na última madrugada (08/julho/2011) em São Paulo. Estou escrevendo para que você, caso tenha encontrado ela (e assim chegou no meu site, colocando o meu nome no Google), não ter dúvida: sou eu mesmo. Por favor, entre em contato se for o caso (através dos comentários deste post ou do e-mail tmadeira@gmail.com). Muito obrigado!

Como resolver o problema do transporte público lotado em São Paulo

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Por Anônimo bêbado falando sozinho num 917H lotado, sexta-feira às 18:30

Precisa de um Bin Laden. É o único jeito. Tem que explodir tudo. Explode essa gente que acaba o problema.

Não… não precisa. Tem só que devolver. Devolve todo mundo. Quem é de Minas, quem é do Nordeste. Só fica aqui quem nasceu aqui. Não ia sobrar nem um milhão.

Devolve tudo! Faz exame de DNA pra confirmar quem nasceu aqui mesmo. Não vai sobrar nem um milhão.

Se eu fosse vereador, ou prefeito, ou alguém que pode mandar em alguma coisa, devolvia todo mundo!

Epílogo

“Ah, aleluia! Tinha um homem falando besteira aqui. Pior que ônibus lotado é essa gente gritando.” (mulher mal-humorada ao telefone, após o autor do texto descer)

Parceria USP-Microsoft?

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A notícia da visita de Steve Ballmer à USP me preocupou, em especial seu último parágrafo:

Para Massambani, a Microsoft pode acelerar os processos e alavancar os projetos já existentes no desenvolvimento de processos de criatividade na área digital, laboratório de criatividade e inovação. “A Microsoft pode ajudar a USP em projetos relacionados com infraestrutura, suporte, educação, sociocultural, servindo como popularização da ciência, inclusão social e digital. As duas podem cooperar para o desenvolvimento de pesquisas, capital intelectual e responsabilidade social”, considera.

A Microsoft tem esse costume (que o Sérgio Amadeu chama de “prática de traficante”) de oferecer a governos, universidades e mesmo a professores individualmente dinheiro, laboratórios, computadores e licenças do seu sistema operacional com esse discurso de inclusão digital e educação; criar dependentes.

Inclusão digital e social com um software que custa mais que o salário mínimo não é inclusão. Educação sem acesso ao código não é educação; é como ensinar a fórmula da soma de progressão aritmética sem permitir que o estudante saiba de onde ela vem ou criar cozinheiros ensinando a colocar lasanha da Sadia no micro-ondas. Popularização da ciência? Que ciência? A única popularização que vejo é da marca de uma empresa internacionalmente conhecida por sua política imperialista e por monopólio.

Desenvolvimento de pesquisa pra terceiros é capital intelectual desperdiçado. Por isso, essa parceria é o que eu chamo de irresponsabilidade social. É um erro uma universidade pública abrir as portas pra esse tipo de negócio que deseduca, desvirtua e vicia a sociedade.

Se a Microsoft quer tanto assim um mundo melhor e leva a sério seu próprio discurso de querer ver a população de São Paulo incluída digitalmente, sugiro que doe dinheiro aos telecentros paulistas sem esperar nada em troca.

Já tinha escrito um resumo disso no Twitter, mas achei conveniente repetir aqui.

Ano novo

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Aprendo muito na Universidade. Não tanto nas aulas do currículo obrigatório, mas sem dúvidas naquelas que frequento porque realmente quero aprender, principalmente quando essas me desafiam. A falta de desafio nos torna medíocres e foi a falta de desafio que me tirou a vontade de ir para as aulas no semestre passado.

Mais do que na sala de aula, porém, aprendo nas bibliotecas, corredores e gramados. Os espaços de vivência e debates são os locais mais importantes da universidade (e usuários do DaD — diploma a distância — infelizmente talvez nunca experimentem isso). Nestes espaços aprendemos e reproduzimos discursos e ideias que nos fazem pensar e criticar a realidade.

Estes espaços não tem nada de especial e não são exclusivos das universidades, mas acredito que nas universidades é mais fácil criar essas rodas porque há muitas pessoas com interesses em comum. Além disso, eles não se limitam a debates políticos e filosóficos; deles pode surgir um problema puramente matemático.

Sem mais enrolação, vou narrar o fato: Acabou ontem a primeira semana de aulas da USP. Houve recepção aos calouros em todos os cantos do campus e eu passei pelo menos 14 horas todos os dias lá caminhando principalmente entre IME, FAU e FFLCH.

Definitivamente foi uma das semanas mais interessantes que já vivi nesta universidade até o presente momento. Li ótimos livros, participei de ótimas conversas e aulas-debate e conheci várias pessoas muito interessantes. Não vou entrar em detalhes sobre tudo isso, porém, visto que isto foge do assunto que planejei pra esse texto. Pra ser sincero, agora é que percebi: toda essa introdução foi exagerada e criou falsas expectativas para os leitores. Desculpem pelo meu pensamento caótico. Com efeito, sem mais enrolação (agora eu prometo), o ponto que quero chegar é o seguinte:

Sejam a, b e c números naturais. Sejam A e B subconjuntos dos naturais. Seja f : A → B uma função natural bijetora definida por f(x) = a * ⌊x / c⌋ + ⌊(x mod c) / b⌋. Qual pode ser o conjunto A para termos B = ℕ? Qual a função inversa f⁻¹?

Não é um bom problema? Tente resolver antes de continuar a leitura.

Certo. Para manter o texto divertido (e possivelmente confuso, confesso) prosseguirei de trás pra frente.

Tuitei esse problema às 15h de quinta-feira. Antes eu havia passado algumas horas caído por causa do cansaço. Antes eu tuitei que nunca tinha pensado em inversas de funções com módulo. Isso porque eu determinei a inversa dessa estranha função que atribui uma quantidade inteira de dinheiro (em reais) a uma quantidade de cervejas. Cheguei a essa estranha função porque algumas horas antes estava vendendo fichas de cervejas na festa da Calourada Unificada do DCE da USP. Uma cerveja custava R$ 2,00 e três cervejas custavam R$ 5,00.

Simplificando o caminho, agora de frente pra trás: Trabalhar de caixa correndo pra contar dinheiro (havia muita fila) inseriu na minha mente uma estranha função que me permitiu, mesmo com extremo cansaço, criar um problema muito divertido de matemática. (Eu passei o ano passado inteiro no IME e não inventei nenhum problema que eu tenha gostado.)

Agora vem a melhor parte: o problema em linguagem matemática parece assustador para a maioria, mas sua solução é absolutamente trivial se você sabe de onde ele veio e ficar restrito ao caso em que b ≤ c. De fato, concentre-se na venda de cervejas. A pergunta “Qual pode ser o conjunto A para termos B = ℕ?” é equivalente a “Qual os valores que não necessitam troco?” e a pergunta “Qual a função inversa?” é equivalente a “Qual a função que atribui número de cervejas ao seu preço?”

Bem… Não vou me alongar porque escrever recordou-me que preciso resolver o problema pro caso geral. Aproveitem o ano & bons estudos!

Meme: Símbolos fálicos contemporâneos

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A Carol me convidou para participar do meme do Rev. Beraldo que tem por objetivo identificar alguns símbolos fálicos da atualidade.

De fato escolhi a primeira coisa que me veio a cabeça, sem pensar muito. E depois de um dia em que professores e estudantes entraram em greve na Universidade de São Paulo, a primeira coisa que me veio a cabeça foi a Torre do Relógio.

Torre do Relógio

A Torre do Relógio é um dos principais símbolos da grandiosidade da USP e fica no centro de um campo ao lado da reitoria.

Segundo o Gabinete do Reitor da Reitora,

O painel representando o mundo da fantasia tem a face voltada para o prédio da Antiga Reitoria, e sua face oposta, com o mundo da realidade, para o prédio da Reitoria nova.

O mundo da fantasia é assim representado: a Filosofia – Sofia (sabedoria), ladeada por seus amigos; Artes Plásticas – a Arquitetura, concebida como base para todas as artes plásticas; a Música (com a lira), a Dança, o Teatro (com a máscara); as Ciências Econômicas – estatística e oscilações; as Ciências Sociais – as forças agressoras emergindo do caos em contraposição à força protetora e, no centro, a criança; a Poesia – os namorados com a lua. O mundo da realidade apresenta a Matemática – Pitágoras (curvas de primeiro grau ou parábolas, curvas de segundo grau ou hipérboles e curva de grau superior). Como alusão ao futuro, a quadratura do circulo; as Ciências Geológicas – o arado primitivo – com o carvão esgotado, o petróleo escasso, a força nuclear será inevitável, mas pode também destruir a Terra, e os sobreviventes voltarão a usar o arado; a Física – três tipos de raio – solares, magnéticos e cósmicos; as Ciências Biológicas: pedras, folhas, animais; a Química – garrafas estilizadas; a Astronomia – a lua e as estrelas (Órion, Cruzeiro do Sul e outras). Detalhes

Hoje o topo da Torre do Relógio continha uma grande faixa “FORA PM”, mas não consegui achar uma foto em nenhum site de notícias. Uma pena. Então a foto clara dela fica mais pra mostrar o gramado ao lado:

Praça do Relógio - USP

Sinto muito, mas não convidarei ninguém pro meme porque ando com medo de coisas que crescem exponencialmente.

Universidade de São Paulo de São Paulo

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Eu gostaria de confirmar algo que percebia na USP. Após dois minutos de código…

for i in 1 2 3 4; do
    lynx -dump "http://www.fuvest.br/vest2009/chamada${i}/62389${i}09.stm" | grep '^[0-9]' | sed -e 's/ .*//' >> numb
done
 
numbers=`cat numb`
for i in $numbers; do
    lynx -dump "http://www.fuvest.br/scripts/chama.asp?valor=$i&x=0&y=0&anofuv=2009&cham=4&warn=undefined&last=S" > /tmp/rg
    nome=`cat /tmp/rg | grep 'Nome:' | sed -e 's/.*:[[:blank:]]*//g'`
    rg=`cat /tmp/rg | grep 'Identidade:' | sed -e 's/.*:[[:blank:]]*//g'`
    echo -e "$rgt$nome"
done

… a dura realidade:

Das 106 pessoas que foram convocadas para a matrícula no Bacharelado em Ciência da Computação do IME-USP, temos, por estado:

  • São Paulo: 100
  • Santa Catarina: 1 (eu)
  • Pernambuco: 1
  • Mato Grosso: 1
  • Bahia: 1
  • Minas Gerais: 1
  • Distrito Federal: 1

Mapa do Brasil (Brazil map)
Creative Commons License photo credit: thejourney1972 (absent for some weeks)

Estou ainda sendo bondoso ao assumir que as pessoas dos outros estados moravam realmente nos outros estados (a família já não havia se mudado para cá).

O que nos leva rapidamente a concluir o porquê de as redondezas da USP não terem tantos estudantes como deveriam (ou como o distrito de Barão Geraldo em Campinas ou as redondezas paradisíacas da UFSC em Floripa)

Além disso, são dados suficientes para eu entender por quê não havia nenhum bar frequentado por estudantes aqui perto passando São Paulo e Cruzeiro…

Enfim, os dados explicam muita coisa. Só não explicam por quê a FUVEST não faz provas nos outros estados… ou a USP gosta de só ter paulistas na graduação?

Objetivos

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Listo aqui cinco objetivos (talvez utópicos, talvez eu desista deles na próxima semana) para os próximos 50, 60 anos.

0. Ganhar uma medalha numa final mundial de um ACM ICPC.

Não é simplesmente pela competição, que é muito divertida. É também porque isso precisa de uma quantidade de estudo de ciência da computação e prática na resolução de problemas que fará diferença pro resto da minha vida e me ajudará com os outros objetivos. Afinal, a vida não passa de uma série de problemas que precisam ser resolvidos da maneira mais eficiente possiǘel.

1. Obter um bom PhD numa boa instituição.

Novamente não é simplesmente pelo prestígio e porque isso é importante na Academia, mas porque o PhD significa muita pesquisa e muita pesquisa significa MUITO conhecimento. Conhecimento este que será necessário pros próximos itens…

2. Solucionar o problema da segurança em São Paulo.

As pessoas acham que isso é impossível. Porém, eu quero resolver esse problema com ciência da computação, não com conversa mole ou politicagem. A realidade é que resolver o problema da violência em São Paulo não passa de um problema de otimização (minimizar a diferença social, minimizar o uso de drogas, maximizar a quantidade de pessoas felizes, maximizar a quantidade de respeito entre as pessoas…). Vou abstrair o problema, determinar suas causas e resolver uma por uma, de modo a contribuir pra uma cidade tão importante pra tantas milhões de pessoas.

3. Desenvolver a cura do câncer.

Na minha opinião o câncer é o mais cruel dos problemas de saúde. Atinge muita gente, sem motivo. Vem de repente, tortura e mata. Por isso acho fundamental resolver esse problema, que pode inclusive me atingir um dia. Como farei isso? Se eu soubesse, já teria feito. Mas, basicamente, atacando-o da mesma maneira que todos os outros problemas.

4. Receber um Turing Award.

Creio que será natural depois dos itens 2 e 3.

O dia em que passei na USP

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Agora faz quase um mês. Do nada me veio na cabeça e lembrei que preciso registrar. Era 11 de março, quarta-feira. Floripa estava extremamente ensolarada e andar na rua me fazia suar.

O dia corria normalmente. Acordei cedo e fui para a UFSC, porque estava dando aulas de preparação para a OBI para os calouros todos os dias. Estava com muito sono, porque na terça dois amigos tinham vindo à minha casa comer um bife e acabei indo dormir tarde. Não lembro ao certo o que ensinei para os calouros, mas ainda estava no básico de C. Se eu não me engano, foi vetores.

Às 10:00 eu tive aula de H-Cálculo III. As aulas de H-Cálculo são as que mais sinto falta aqui na USP. Era um curso extremamente rigoroso, a ponto de provar todas as propriedades de limites, derivadas e integrais a partir de teoria dos conjuntos e de treze axiomas dos reais. A aula do dia era sobre o Teorema de Bolzano-Weierstrass em \mathbb{R}^n.

Seja S \subset \mathbb{R}^n um conjunto limitado contendo uma quantidade infinita de pontos. Então existe pelo menos um ponto de \mathbb{R}^n que é ponto de acumulação de S.

A idéia da prova não é muito complexa, mas a prova em si, rigorosa como o professor gostava, é grande. Três horas e cinco páginas de caderno depois, a aula acabou depois da demonstração do Teorema da Interseção de Cantor.

O problema das aulas de quarta do PAM era que perdíamos o horário de almoço. Nesta quarta em especial eu comi um pão de queijo e segui para a sala em que passava o dia na UFSC, a INE513. A INE513 é uma sala que nós [maratonistas] ganhamos com três máquinas (que conjecturo que sejam as mais antigas do departamento). Era um lugar pequeno, mas tinha ar condicionado e era muito bom para passar o tempo e estudar.

No térreo do INE encontrei dois amigos que também estavam indo estudar para a Maratona. Eles falavam com um gringo e eu entrei na conversa. O espanhol estava procurando um freelancer na área de desenvolvimento web para pôr em prática uma grande idéia que ele teve. Ele pediu para usar um computador para me mostrar o que ele queria e levei-o para a INE513. Lá ele explicou durante mais de uma hora o que ele queria e ao fim ficou com meu e-mail para entrar em contato.

Assim que ele foi embora (era por volta das 15:00), resolvi dar uma olhada no site da Fuvest para ver se algum conhecido tinha sido aprovado na quarta chamada.

Não cogitava a hipótese de eu ter sido aprovado, porque minha classificação na carreira de “Engenharia Politécnica e Computação” foi 1322 (enquanto o último colocado da quarta chamada do ano passado tinha ficado com classificação 1181).

Meu desempenho na Fuvest

Porém, para minha surpresa, meu nome estava na lista. Minha primeira frase foi:

“Vinícius, passei no IME!”

Ele não acreditou. Ninguém acreditaria. Nem eu acreditava. Meus planos pro primeiro semestre já estavam feitos lá na UFSC e minha grade de horários só tinha aulas boas: H-Cálculo III, H-Álgebra Linear III e Álgebra I.

Liguei para os meus pais e para a minha namorada. Mandei e-mails para os meus irmãos e para meus tios paulistanos que me abrigaram durante várias provas de vestibular e transferência nos dois anos anteriores.

Parei pra ler o manual da Fuvest, em especial a parte de matrículas. Descobri que deveria estar em São Paulo na sexta-feira, 13. Ou seja, deveria sair correndo.

Eufórico, perdi mais algum tempo com o manual e saí andando pela UFSC em busca dos documentos necessários. Por um ato falho, cheguei até a porta da aula de Álgebra, mas não cheguei a entrar.

Conseguir a desmatrícula na UFSC foi difícil. Eu devia um real para a biblioteca e só podia pagar através de uma Transferência para a Conta Única do Tesouro Nacional, i.e., deveria enfrentar a fila do caixa do Banco do Brasil. Na quarta não consegui mais nada, mas fiquei até umas 21:00 na INE513 conversando com meus colegas da UFSC Time Limit Exceeded.

No dia seguinte acordei cedo novamente e, após mais uma aula para calouros e a desmatrícula na UFSC, almocei com meus amigos na Pizza Hut. Logo depois do almoço “de despedida”, num sol de rachar, saí de casa com tudo que consegui e peguei um ônibus para Itajaí, de onde no mesmo dia partiria para São Paulo e para uma nova vida.

São Paulo - Consolação
Creative Commons License photo credit: Jefferson Breves

Suspeito

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Cruzamento da Teodoro Sampaio com a Faria Lima. Uma garota está andando sozinha. Percebe que está sendo seguida. Ouve uma voz masculina. “Ei! Moça!” Finge que não é com ela. Acelera o passo. O indivíduo também.

“Ei, moça! Moça! Espere!”

Resignada, ela vira, mantendo distância. Olha para os lados para procurar segurança, por fim encara quem a chamou. Está com a barba mal feita, mas tem cara de estudante. Usa uma mochila.

“Você deixou cair um real.”

Ela respira aliviada e agradece. Tiago lhe entrega a moeda e segue para o ponto de ônibus. Não é a primeira vez que alguém lhe ignora. Pensa que o povo dessa cidade é muito desconfiado.

Passeio em São Paulo

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 12 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Acabou o Curso de Programação da Olimpíada de Informática em Campinas e agora eu e o Bruno (meu irmão) viemos para São Paulo.

Chegamos em SP anteontem (domingo) com nosso primo Edu e ficaremos hospedados na casa da minha tia até o final de semana, quando voltaremos para Itajaí descansar um pouco na última semana de férias.

Avenida Paulista

Ontem fomos conhecer a Avenida Paulista. Fomos de metrô até a estação “Consolação” e passamos no Conjunto Nacional, Livraria Cultura, Livraria Fnac, entre outros locais. Nosso plano era visitar o MASP também, mas ele tava fechado (só abre de terça a domingo).

Programação de Hoje

Hoje, no SESC Pompéia, tem show de Charles da Flauta, Alessandro Penezzi e Danilo Brito às 19h00. Com certeza, vai ser bem legal. Aliás, falando em música instrumental, ontem compramos dois excelentes CDs na FNAC: Paulinho Nogueira interpretando as primeiras composições de Chico Buarque no violão solo e a Orquestra Pixinguinha com vários clássicos arranjados pelo próprio Pixinguinha.

Se der, devemos visitar o MASP hoje também, já que ontem tava fechado…

Aqui em São Paulo as coisas são bem caras. Um aluguel de uma fita lançamento na Blockbuster é R$8,60! Três pedacinhos de frango numa padaria aqui embaixo do prédio da minha tia custam R$10,50! Chocolate quente, R$4,40! Mas ontem a gente encontrou um cara que vendia Suflair por R$1,00 no meio da Paulista. :)

Mais programas…

Estamos aproveitando bastante o passeio… Além dessa programação, já estamos combinando visitar a Pinacoteca do Estado, Sala São Paulo, entre outros lugares e eventos (como shows de João Bosco e Duo Assad) durante nossa estadia aqui.

Volta

A passagem de volta tá marcada para o dia 25 às 10h00, mas estamos pensando em trocar para dia 24 pra viajar a noite.

Olimpíada Internacional

No sábado, fiz a segunda parte da prova da seletiva para a Olimpíada Internacional de Informática, que será realizada nesse ano na Polônia. Eu acho que resolvi os três problemas com uma complexidade pequena e devo ir muito bem. Por sorte, todos os problemas que caíram eu sabia fazer e quem sabe dá até pra visitar a Polônia esse ano :D Hehehe…