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O que vou ser quando crescer?

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Estou no terceiro ano do Ensino Médio. Isso… aquele ano em que todos os professores na escola querem lhe preparar para o vestibular.

Confesso que o vestibular não é a coisa mais importante que tenho em mente e que há coisas que vocês diriam que tem bem menos importância que vem na frente na minha lista. Mas é melhor não confessar isso. Porque preocuparia minha mãe, minha namorada, minha família, meus professores, todo mundo, que talvez seja mais sábio do que eu por acreditar no futuro que todos acreditam… então é melhor deixar pra lá.

Deixando isso pra lá, vou partir do seguinte ponto: eu vou fazer vestibular no fim do ano. Eu quero passar. Sei lá se passarei! Isso não é problema meu, é da banca que vai corrigir a minha prova e não tô nem aí pra eles. Eu vejo as pessoas nervosas pra isso e não vejo muito sentido. Eu não passo de um número, se eu não passar ninguém vai morrer, o mundo não vai mudar e pode ser até melhor pra eu crescer mais antes de entrar.

Entrar numa universidade é legal, não só pelo aprendizado mas pela experiência de vida.

Creio que a visão de que faculdade é necessária pra um homem pensar é ilógica, conservadora e capitalista. Talvez admitam que não é pra pensar, é necessária pra ganhar dinheiro. Eu não creio que hoje em dia essa lógica seja tão verdadeira não. Mas entrar numa universidade, embora não seja necessária para nenhuma delas, pode ajudar nas duas coisas (pensar e ganhar dinheiro). Por isso, de qualquer maneira, eu quero entrar numa universidade. Eu gosto do ambiente, gosto de ter professores que podem me ajudar a pensar e creio que lá poderei me desenvolver melhor.

Então eu estava pensando em começar a carreira estudando computação. Porque:

  1. Eu gosto disso
  2. Eu sou muito bom nisso
  3. Isso dá dinheiro

Quero fazer ciência da computação desde que aprendi o que é uma faculdade, e isso foi antes da terceira série, aos 9 anos, antes de quando eu fiz o meu primeiro site. Aí minha idéia atual é fazer Ciência da Computação na UNICAMP e talvez tentar transformá-la no meio do ano em Computer Science no MIT. A idéia de fazer na USP também está me gustando bastante. Não sei se é possível fazer vestibular na USP e na UNICAMP. Alguém sabe me responder?

Depois eu penso em fazer filosofia e/ou psicologia, também na UNICAMP ou na USP. Não tem nada a ver com a minha área – não é o que eu quero fazer pra ganhar dinheiro. Isso é ruim?

Mas vou retomar o segundo parágrafo, porque não vou agüentar passar esse texto sem escrever sobre aquilo.

É que você sabe o que é engraçado? Nós queremos mudar o mundo, mas queremos ficar ricos. Quando você me pergunta sobre o meu futuro, eu digo que eu viverei sem problemas financeiros com a Carol e meus filhos, todos seremos felizes… Eu trabalhando em casa (ou em viagens), programando, pensando, escrevendo. Quando você me pergunta sobre o futuro do mundo, eu digo que vai acabar em 50 anos se continuar do jeito que está. O planeta está numa situação alarmante, mas mesmo assim nós continuamos com as nossas atividades normais.

Somos tão egoístas… A minha pergunta é o que vou fazer quando crescer e não o que o mundo vai ser quando eu crescer. E, se sou uma pessoa solidária, que valorizo inclusive os pensamentos daquele filósofo que a maioria da população chama de Deus (um tal de Jesus), não deveria pensar assim.

E é por causa dessa falta de egoísmo que me vem às vezes que eu não me preocupo com a minha faculdade. E aí quem me conhece se preocupa comigo. O mundo não é tão pequeno assim, gente. Eu hoje estou com uma dificuldade gigantesca em ver o mundo dos meus olhos. Talvez eu precise de terapia. Talvez o resto do mundo é que precise. Pra acabar com essa contradição, com essa hipocrisia e com esse egoísmo sem sentido.

No momento não consigo ser epicurista. O que eu quero ver é um mundo melhor. Para todos. Eu não passo de um no meio de seis bilhões. Isso não significa que eu queira ser um mártir; eu quero ser como todos os outros 1/6.000.000.000 (vejam como esse número é grande!) Ou pelo menos um mundo, mesmo que não seja perfeito, mas que exista. Um mundo que não acabe em menos de 100 anos. Talvez eu devesse me mudar para a Venezuela e servir para o presidente Hugo Chávez. Por mais incrível que possa parecer, eu me sentiria bem. Não, não sou socialista. Eu não gosto do socialismo, mas acho melhor que deixar o mundo acabar na mão dos imperialistas ianques.

Eu lutaria contra os Estados Unidos (acho que minha ajuda poderia ser mais útil na inteligência do que no mano-a-mano, mas anyway…). Me sentiria ridículo por estar colocando gravata para mudar o mundo dos engravatados (John Lennon, aprendi com o Reverendo), mas estaria mudando o mundo. Ou será que não devo me preocupar com nada disso, deva me focar só no meu vestibular, viver no meu pequeno mundo, pra fazer minha faculdade de computação e ganhar dinheiro ou mudar o mundo só a base de construção de softwares?

Não que a construção de softwares não possa mudar o mundo. Eu quero mudar o mundo com programas. Os programas são bem menos falhos que homens. Tem gente que me acha imbecil por ser totalmente a favor da substituição de mão-de-obra compulsória por máquinas. Se seu trabalho pode ser feito por máquinas, que seja feito por elas. Elas fazem melhor que você.

Quando o meu professor de física passou uma tarefa pedindo para converter graus de celsius para kelvin, farenheit, etc, etc, etc, eu não fiz. Pelo amor de Google, isso é trabalho pra máquina. Já trabalho pra homem deve ser aquele trabalho criativo, que a inteligência artificial ainda está longe de fazer, porque ainda nós (enquanto homens) não conseguimos criar coisas como cérebros humanos.

De qualquer maneira, é o meu vestibular que vai mudar o mundo? Será que eu devo mesmo me preocupar em passar? Eu já disse que gosto da universidade e de seu ambiente e que quero estudar, mas eu deveria me preocupar da maneira que as pessoas inteligentes se preocupam? O meu futuro é tão importante assim pra vocês, pro mundo? E se for, é por causa da sua graduação? Acho que não.

Aí no meio de tudo isso, mergulhado nesses pensamentos sobre o meu futuro e o futuro do mundo, chegou a professora ao meu lado e me perguntou hoje na aula: você já sabe que curso você vai fazer?

Eu sei lá o que eu quero. Eu, eu, eu, eu, eu… Nem sei quem eu sou, como eu vou saber quem eu quero ser? Desisto. Eu respondi a professora, com a cara mais normal que consegui representar: “Ciência da Computação na UNICAMP”. Na minha cabeça, eu concluí: “E enquanto isso, um monte de gente perde o futuro, os ianques continuam com seus genocídios e o nosso mundo chega mais perto do seu fim.” Mas isso com certeza não é nem um pouco importante perto da minha graduação.

Álbum de Fotos

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 12 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Link para projeto em desenvolvimento…

Meu Flickr tá estourando (depois de 200 fotos, começam a sumir fotos segundo seu FAQ) e por isso resolvi criar um álbum de fotos pessoal. Estou desenvolvendo em PHP, usando um banco de dados MySql e estou criando bastante recursos Ajax para exercitar um pouco e para o negócio ficar bem dinâmico (se estiver ficando muito exagerado, me avisem!). Este projeto que ainda não tem nome, mas que estou pensando em algo como PhotoX (gostou do nome? comente! não gostou? comente também!), deve ter todos os recursos do Flickr (tipo, All Sizes, Notes e Rotate) e o que surgir de idéias legais. Será um software livre, cada um instala em seu servidor (ex.: é um “WordPress“, não um “Blogger“) e por isso ele não tem limites de sets, tags, fotos, tamanhos ou qualquer coisa do tipo. Irá requerer PHP 4.3, está sendo desenvolvido usando classes (estou tentando exercitar programação orientada a objetos), usa a biblioteca GD (para trabalhar com as imagens) e é totalmente Web 2.0 (tableless, padrões HTML 4.01 Strict, Ajax, tagsonomia, simplicidade). Já estou o criando multi-linguagem, ele funciona com alguma coisa parecida com templates e deve sair em no máximo um mês.

Estou convidando programadores sem nada pra fazer pra me dar uma ajuda (claro que gratuita). O Gustavo é uma das pessoas que me deu uma ajuda fazendo um pedaço da classe Foto e da classe Comentario e aqui estendo o convite para qualquer pessoa que lê o meu blog e queira ajudar. O sistema é simples: eu te dou um login e senha no meu FTP e você desenvolve o que você conseguir (postando sempre que você muda uma letra o novo resultado, para que depois outra pessoa pegue e possa continuar).

Atualizado

O Renato deu uma idéia legal aí num comentário que é hospedar o troço em alguns desses sites de projetos de software livre e usar CVS pro desenvolvimento. Acho que realmente faz sentido, eu não tinha pensado nisso… Hehehe… Vou criar algo a respeito e depois eu publico aqui!

Se você for uma dessas pessoas dispostas, gostaria de pedir que você note alguns detalhes na construção dos meus arquivos:

  • Tabulação é feita com “tabs”.
  • As classes não imprimem nada na janela.
  • Mesmo os arquivos não imprimem nada também, eles imprimem para a variável $buf.
  • Não vale mexer nos arquivos config.php, index.php, ajax.php, scripts.js.php e style.css (por favor, deixe toda a parte de client-side, Ajax e configurações globais para mim :D ).
  • Todas as coisas que você passar para a variável $buf não podem conter texto. (Se você quer escrever qualquer coisa além do que foi retornado do banco de dados, deve criar uma variável $LANG[‘NOMEDAVAR’] no arquivo lang/pt_BR.php e lang/en_US.php
  • Se você não souber programar mas estiver afim de traduzir o projeto para alguma língua, me dê seu nome que quando tiver pronto eu vou querer muito sua ajuda.
  • Se você não quiser traduzir e nem souber programar, colabore com idéias de coisas que você acha legal o projeto ter (o que falta no Flickr que seria legal os programadores colocarem, ou sei lá…)

Espero que todos tenham entendido o espírito. Me mandem e-mail com sugestões e quem puder ajudar, ajude. Quem quiser dar um nome ao projeto, pode me sugerir também! Tenho certeza que um software livre desenvolvido pela comunidade para um fim que ainda não existe algo parecido (alguém conhece algum software livre de álbum de fotos que faça tudo que o Flickr faz?) fará bastante sucesso e será bem aceito ao menos pelos programadores (grande parte deles usa o Flickr mas tem um servidor legal que suporta PHP e GD).


Agora vamos voltar ao blog.

Fiquei um tempo sem postar justamente por causa desse projeto, que estou me esforçando para fazer o mais rápido possível. Também estou lendo “Java – Como Programar”. Tô gostando bastante da didática e gostando também da linguagem Java. No mais, não estou fazendo muita coisa. Estou indo trabalhar todos os dias a tarde, viajei final de semana para Florianópolis e agora que meu primo foi embora, minha casa está bem vazia (o que é ótimo! :) )