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Mostrando uma agenda do Google Calendar no seu site

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 6 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Escrito em PHP. Pode ser usado no tema do seu WordPress. Requer CURL. Faz cache do calendário para não ter que baixá-lo sempre que alguém entra no seu site. Desenvolvido para um site que vai sair nos próximos dias. Use, modifique e distribua como quiser. (Não me responsabilizo por qualquer problema. Fiz pra um caso específico. A checagem de erros é meio porca.)

<?php
date_default_timezone_set('America/Sao_Paulo');
$events = Array();
$dom = new DOMDocument();
 
$file = "cached_calendar.xml";
 
$last = -1;
if (file_exists($file)) {
    $last = filemtime($file);
}
// Mude 3600 para o tempo (em segundos) que você quiser que o cache expire
if (time() - $last > 3600) {
    $fp = fopen($file, "w+");
    if (!$fp) {
        die();
    }
    // Substitua o e-mail do calendário do Google CodeJam pelo e-mail do seu calendário (público)
    $ch = curl_init("https://www.google.com/calendar/feeds/google.com_jqv7qt9iifsaj94cuknckrabd8%40group.calendar.google.com/public/full");
    curl_setopt($ch, CURLOPT_TIMEOUT, 50);
    curl_setopt($ch, CURLOPT_FILE, $fp);
    curl_exec($ch);
    curl_close($ch);
    fclose($fp);
}
 
$dom->load($file);
$feed = $dom->getElementsByTagName("feed");
$entries = $feed->item(0)->getElementsByTagName("entry");
foreach ($entries as $entry) {
    $children = $entry->getElementsByTagName("*");
    $day = "";
    $start = "";
    $end = "";
    foreach ($children as $child) {
        switch ($child->tagName) {
        case "title":
            $title = $child->nodeValue;
            break;
        case "gd:when":
            if ($child->hasAttribute("startTime")) {
                $st = strtotime($child->getAttribute("startTime"));
                $time_to_sort = $st;
                $day = date_i18n("l, d/M", $st);
                $start = date("H:i", $st);
            }
            if ($child->hasAttribute("endTime")) {
                $et = strtotime($child->getAttribute("endTime"));
                $end = date("H:i", $et);
            }
            break;
        }
    }
    if ($title != "" && $day != "") {
        $events[] = Array(
            "time_to_sort" => $time_to_sort,
            "day" => $day,
            "start" => $start,
            "end" => $end,
            "title" => $title
        );
    }
}
function cmp($a, $b) {
    $a = $a["time_to_sort"];
    $b = $b["time_to_sort"];
    if ($a == $b) {
        return strcmp($a["title"], $b["title"]);
    }
    return ($a < $b) ? -1 : 1;
}
usort($events, "cmp");
 
$n = count($events);
if ($n > 0) {
    $lastDay = "";
    for ($i = 0; $i < $n; $i++) {
        $day = $events[$i]['day'];
        $title = $events[$i]['title'];
        $start = $events[$i]['start'];
        $end = $events[$i]['end'];
        if ($lastDay != $day) {
            if ($i != 0) {
                echo "</ul>\n\n";
            }
            echo "<h3 class="day"><span>$day</span></h3>\n";
            echo "<ul>\n";
        }
        echo "\t<li>\n";
        if ($start != "") {
            // Você pode modificar aqui para mostrar o horário de término ($end).
            echo "tt<span class="time">{$start}</span>\n";
        }
        echo "\t\t<strong>{$title}</strong>\n";
        echo "\t</li>\n";
        $lastDay = $day;
    }
    echo "</ul>\n";
} else {
    echo "<p>Nenhum evento cadastrado.</p>\n";
}
?>

WordPress plugin: Admin Anti-forget Alarm

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 6 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

I wrote a small WordPress plugin to prevent users from publishing a post without excerpt or thumbnail, or with a too big excerpt, or with a too small thumbnail, or with an uppercase-only title.

This screenshot is showing some of the messages the plugin displays in portuguese.

For some of my websites it’s important to require the editors to fix some stuff before publishing something, and it looks like this is a useful feature for other people as well. There is even a Require Thumbnail plugin in the WordPress Plugin Directory that seems to do one of the things I’ve just implemented.

The plugin works with two different types of requirements: ths first generates errors (i.e., you can’t publish if you don’t fix it) and the second generates warnings (i.e., you will receive a message but you can proceed to publish if you really want to do that).

I thought of not releasing the plugin (because it’s written in Portuguese and you don’t have a cool interface to decide what’s required yet), but in a fashion of overstated bazaar I decided to push the code anyway (without putting in the WordPress plugin directory, of course) so that other people can collaborate if they want to. Take a look :)

Github project home page: https://github.com/tmadeira/antiforget
Git repository to clone: https://github.com/tmadeira/antiforget.git
Code (PHP): https://github.com/tmadeira/antiforget/blob/master/antiforget.php
Download: antiforget.zip (this is pre-alpha: I provide no warranty!)

Como mostrar o último post de cada categoria no WordPress?

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 6 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

O WordPress é um dos meus programas preferidos e um dos que mais consome as madrugadas já faz alguns anos. Escrevi inúmeros temas, alguns plugins (um único genérico o suficiente para ser público) e já modifiquei algumas partes do código (embora hoje seja raro isso ser necessário).

Acho muito simples e me divirto ao programar em PHP para a web (talvez porque eu faça isso há uns dez anos). Gosto muito da forma como o WordPress é escrito e, com efeito, seu lema é Code is poetryCódigo é poesia. Sua documentação e seu código são muito didáticos e foram, assim como seus temas e as tabelas no banco de dados, evoluindo de acordo com o tempo: as atualizações sempre têm novas features e formas mais genéricas e mais elegantes de fazer as coisas.

O WordPress é um software livre usado por mais de 15% da web (um número incrível!) e tem uma comunidade que produz várias extensões (temas e plugins). Gosto tanto dele que certa vez (no final de 2007) escrevi um plugin só para ganhar uma camiseta (que é tamanho G e ainda assim uso de vez em quando).

Propaganda e blogagem a parte, me deparei com um problema interessante em um dos sites que administro com ele no último fim de semana (a gente sempre se depara com problemas interessantes no WordPress também): dado uma categoria com várias subcategorias, gostaria de mostrar um link para o último post de cada uma de suas subcategorias na página inicial.

Uma solução trivial seria fazer uma query pedindo os filhos de uma dada categoria (usando a tabela wp_term_taxonomy) e uma query por categoria para descobrir seu último post (usando as tabelas wp_posts e wp_term_relationships). Suponha (até o final desse post) que a categoria-mãe de todas as categorias que eu quero mostrar na página seja a de ID 33. Então, essa solução seria algo como:

<?php
$query = mysql_query("SELECT term_id FROM wp_term_taxonomy
                      WHERE parent = 33 AND taxonomy = 'category'");
while (list($cid) = mysql_fetch_row($query)) {
    $posts_query = mysql_query("SELECT p.ID, p.post_name, p.post_title
                                FROM wp_posts AS p,
                                     wp_term_relationships AS r
                                WHERE p.ID = r.object_ID AND r.term_taxonomy_id = '$cid'
                                ORDER BY p.post_date DESC
                                LIMIT 1");
    if (mysql_num_rows($posts_query)) {
        list($id, $permalink, $title) = mysql_fetch_row($posts_query);
        // Faça o que quiser com o post aqui
    } else {
        echo "A categoria $cid não tem posts.\n";
    }
}
?>

Não deve ser difícil de entender, mas dá pra resolver de forma ainda mais simples que essa. O WordPress é fantástico e usar as funções dele próprio é bem mais simples, genérico e resolve o problema. A função get_categories aceita um monte de parâmetros, mas só precisamos do child_of:

<?php
foreach (get_categories('child_of=33') as $cat) {
    list($post) = get_posts("numberposts=1&category={$cat->term_id}");
    // Faça o que quiser com o post aqui
}
?>

(quem entrou no post procurando a solução pro problema pode parar por aqui se não for nerd)

Porém, eu queria resolver o problema com uma única query. Achei que seria mais elegante resolver o problema todo no banco de dados sem escrever em PHP e achei que poderia ficar mais rápido. Acho que não ficou mais elegante e não faço ideia se fica mais rápido (fiquei com a impressão de que seja pior porque faço JOIN de quatro tabelas enormes), nem acho que tenha volume de dados (ainda) no site em que implementei isso pra realmente me preocupar, mas me diverti fazendo. Então segue o resultado:

SELECT p.ID AS id,
       CASE WHEN (p.post_date > DATE_SUB(CURDATE(), INTERVAL 1 MONTH)) THEN
           p.post_title
       ELSE
           ''
       END AS title,
       GROUP_CONCAT(c.slug) AS cat
FROM wp_posts AS p
INNER JOIN
    (
        SELECT MAX(p.post_date) AS post_date, c.term_ID AS cid, COUNT(p.ID) AS count FROM
            wp_posts AS p,
            wp_term_relationships AS r,
            wp_terms AS c
        WHERE
            p.ID = r.object_ID AND
            c.term_ID = r.term_taxonomy_ID AND
            p.post_status = 'publish' AND
            p.post_type = 'post'
        GROUP BY c.term_id
    ) AS last ON p.post_date = last.post_date
INNER JOIN wp_term_relationships AS r ON p.ID = r.object_ID
INNER JOIN wp_terms AS c ON c.term_id = r.term_taxonomy_ID
INNER JOIN wp_term_taxonomy AS t ON t.term_id = r.term_taxonomy_ID
WHERE
    c.term_id = last.cid
    AND t.parent = 33
    AND t.taxonomy = 'category'
    AND p.post_status = 'publish'
    AND p.post_type = 'post'
    # AND last.count >= 3
GROUP BY p.ID ORDER BY p.post_date DESC, last.count DESC;

A query (que na verdade é duas) ordena o resultado por data, retorna o título vazio caso o post seja de mais de um mês atrás, junta as categorias (separando-as por vírgula) se um mesmo post for o último de mais de uma categoria e neste caso ordena as categorias por ordem decrescente de número de posts na mesma.

(A parte comentada seria para caso eu só quisesse mostrar o último post de categorias com três ou mais posts.)

Usei o resultado da query da seguinte forma:

$q = mysql_query($query); // $query é a string com aquele SQLzão
$print_final_li = false;
$first = true;
while ($a = mysql_fetch_array($q, MYSQL_ASSOC)) {
    echo "\t\t<li>";
    $permalink = get_permalink($a["id"]);
    $title = $a["title"];
    if ($title == "") {
        $print_final_li = true;
        echo "Veja também: ";
    } else if ($first == true) {
        echo "<a href="$permalink" title="$title">";
        echo get_the_post_thumbnail($a["id"], "home-thumbnail",
                                    Array("title" => get_the_title()));
        echo "</a> ";
        $first = false;
    }
    $cats = explode(",", $a["cat"]);
    foreach ($cats as $low) {
        $up = strtoupper($low);
        echo "<a class="cat" href="http://$low.juntos.org.br/"
                 title="Juntos! $up">$up</a> ";
    }
    if ($print_final_li) break;
    echo "<a class="post" href="$permalink" title="$title">$title</a>";
    echo "</li>\n";
}
while ($a = mysql_fetch_array($q, MYSQL_ASSOC)) {
    $cats = explode(",", $a["cat"]);
    foreach ($cats as $low) {
        $up = strtoupper($low);
        echo "<a class="cat" href="http://$low.juntos.org.br/"
                 title="Juntos! $up">$up</a> ";
    }
}
if ($print_final_li) {
    echo "</li>\n";
}

(e se você quiser vê-lo em prática, entre em juntos.org.br e procure por “Juntos pelo Brasil”)

Não ficou bonitinho? Se por um lado gostei da solução, por outro fiquei imaginando que deva ser um SQL tremendamente ingênuo e digno da minha inexperiência com grandes bancos de dados. O que você acha? Consegue pensar numa forma mais simples, mais eficiente e mais elegante de resolver o mesmo problema? Ou ao menos sem subqueries?

Acho que as relações necessárias já ficaram explícitas na query que eu escrevi, mas segue o diagrama do banco de dados do WordPress pra quem precisar:

Retrospective: new plugin for WordPress

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 6 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

I’ve just wrote my first WordPress public plugin, that I’m licensing under GPL v3. This post is to make it public. I’m writing in English because the WordPress plugin directory asks me to provide a plugin page to host the files there and I’ll provide the URL of this post. Update: The plugin is now in the WordPress plugin directory: wordpress.org/extend/plugins/retrospective/


The website of the brazilian newspaper O Estado de São Paulo has a nice way to display news in a retrospective-style (check this screenshot or this link — Flash required).

Wouldn’t it be nice if we could display WordPress posts in our pages and categories in the same way just by using a shortcode? The possibilities are many. That’s why I wrote the Retrospective plugin for WordPress.

It has at least two advantages over the version you just saw:

  1. Does not require Flash (its implementation uses only CSS and JavaScript/jQuery)
  2. Has a option to respect the (time-)scale of the posts.

Its use is very simple. Wherever you add the shortcode [retrospective] the plugin will draw that cool retrospective. The shortcode supports several attributes:

  • count — limit the number of posts to be displayed (default = 10; use -1 to display all)
  • cat — display posts with category IDs comma-separated (default = display all posts)
  • width — the width of the timeline in pixels (default = 600)
  • delay — the time of the focus change animation in milisseconds (default = 1000)
  • scale — if set, respect the time scale in the distances between the points in the timeline (default = false)
  • image_width, image_height — the dimensions of the thumbnail images in pixels (default = 300×180)
  • image_border_size — the size of the image’s border in pixels (default = 7)
  • image_border_color — the color of the image’s border in hexa RGB (default = 000000)
  • image_margin — the space between the images (default = 5)
  • date_format — the date format in PHP format (default = d/m/Y)

For example, here is a [retrospective count=5 cat=20 image_border_color=2F5971] call:


Some screenshots

Here is a screenshot from juntos.org.br with scale=true (in the link you can see it working):

And here is a screenshot from a fresh WordPress install (TwentyEleven theme without modifications):


Customizing

Post thumbnails

For better results, I suggest always adding post thumbnails to your posts and using registered image sizes in image_width and image_height attributes.

Styling retrospectives

The generated HTML is very easy to style (but just be careful with margins and paddings, they’re set with !important attribute — I did it to try not to break with any theme). Here is a sample:

<div id="retro-uniquehash" class="retrospective">
    <!-- TIMELINE -->
    <ul class="time">
        <li rel="0"><a href="permalink" style="left:0px;"><span>date</span></a></li>
        <li rel="1"><a href="permalink" style="left:300px;"><span>date</span></a></li>
        <li rel="2"><a href="permalink" style="left:600px;"><span>date</span></a></li>
    </ul>
 
    <!-- PHOTOS -->
    <div class="photos">
        <ul>
            <li rel="0"><a href="permalink" title="title">
                <img src="file" class="wp-post-image" /></a></li>
            <li rel="1"><a href="permalink" title="title">
                <img src="file" class="wp-post-image" /></a></li>
            <li rel="2"><a href="permalink" title="title">
                <img src="file" class="wp-post-image" /></a></li>
        </ul>
    </div>
 
    <!-- POSTS -->
    <ul class="posts">
        <li rel="0"><a href="permalink" title="title"><h2>Title <span>(date)</span></h2>
            <p>Excerpt</p></a></li>
        <li rel="1"><a href="permalink" title="title"><h2>Title <span>(date)</span></h2>
            <p>Excerpt</p></a></li>
        <li rel="2"><a href="permalink" title="title"><h2>Title <span>(date)</span></h2>
            <p>Excerpt</p></a></li>
    </ul>
</div>

Styling a specific retrospective

The generated hash takes in consideration all the attributes sent to the shortcode and also how many retrospectives appeared before in the parsing of the actual page. I made it that way to allow users to set up two exactly equal retrospectives in the same page. Because of that, I don’t recommend setting styles for #retro-uniquehash. I think a reasonable solution for this issue is to make something like

<div id="something_that_makes_sense">[retrospective]</div>

when inserting the shortcode and then styling #something_that_makes_sense .retrospective.


Download

Here is the code for download:* retrospective.zip
* Warning: Please consider I’m using a bazaar approach here. Be aware that the plugin probably has a lot of bugs (and please tell me if you catch any).

I hope you enjoy it. Have fun and please let me have your feedback! :)

Meu projeto para o GSoC

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 9 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Acabei de enviar um projeto para o Google Summer of Code: Escrever um software chamado “G-PEAR” para instalar pacotes do PEAR de uma forma mais gentooniana (análogo ao G-CPAN para o CPAN).

A idéia é de Anant Narayanan e li na wiki do Gentoo. Ainda em abril meu projeto será avaliado.

Download: G-PEAR Project (inglês, pdf, 84kb)

Gerando tabelas de hash MD5

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 10 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

A idéia veio do nada. Na verdade, eu estava fazendo um freelance e procurando uma função pra “ordenar” um vetor aleatoriamente no PHP (no fim usei usort, que recebe uma função de comparação tipo o qsort do C) e me deparei com um comentário lá no PHP.net de um cara que usou geração de números aleatórios para criar um algoritmo de criptografia pra usar no lugar de MD5 e SHA, porque ele não confiava mais no MD5 e no SHA porque segundo ele existem tabelas na internet, o que torna um sistema muito vulnerável (para quem tem acesso ao banco de dados).

Procurei na internet e na verdade eu não encontrei muitos bancos de dados com vários MD5 não, ao menos não visíveis no Google quando se procura por um hash. Só pra strings como “1234”, mas não achei nem pra “060790” (minha data de nascimento). Veja você mesmo: 81811b48cc07432fc550cb42d4ab3e8f

Então pensei: são 31 dias por mês, 12 meses por ano, 100 anos considerando que os anos são representados por dois dígitos. Isso me dá 31 x 12 x 100 = apenas 37200 hashes. O custo pra gerar isso deve ser minúsculo, por que ninguém faz?

A idéia de fazer com essas datas de nascimento veio do fato de vários usuários leigos que conheço utilizarem data de nascimento pra suas senhas (muito também pelo fato de eles usarem essa mesma senha nas senhas de seis dígitos numéricos do banco e esse tipo de coisa). Então lá fui eu pro código. A princípio escrevi em cerca de 30 segundos – 1 minuto o seguinte código em Ruby:

require "md5"
 
100.times do |ano|
        12.times do |j|
                mes = j+1

                31.times do |i|
                        dia = i+1
                        string = sprintf("%02d%02d%02d", dia, mes, ano)

                        md5 = MD5.new(string).to_s
                        puts "#{string}: #{md5}"
                end

        end
end

É funcional e até eficiente…

tiago@flick ~ $ time ruby genmd5.rb > hashes-ruby

real    0m1.662s
user    0m0.620s
sys     0m0.028s

Mas minha geekialidade não permitiu que eu parasse por aqui. Nesse momento eu já nem me lembrava do freelance que estava fazendo e resolvi ver como usar MD5 em C. Meu primeiro chute foi um man md5 no terminal, que já me retornou a resposta da vida, do universo e tudo mais: o cabeçalho openssl/md5.h e sua função MD5:

unsigned char *MD5(const unsigned char *d, unsigned long n,
                 unsigned char *md);

Então lá fui eu pro programa:

#include <stdio.h>
#include <openssl/md5.h>
 
int main() {

        int dia, mes, ano;
        unsigned char string[STRING_LENGTH], md[MD5_DIGEST_LENGTH];
        for (ano = 0; ano < 100; ano++) {

                for (mes = 0; mes < 12; mes++) {
                        for (dia = 0; dia < 31; dia++) {

                                sprintf(string, "%02d%02d%02d", dia+1, mes+1, ano);
                                printf("%sn", MD5(string, sizeof(string), md));
                        }

                }
        }
        return 0;
}

Ao rodar, recebi saídas com caracteres estranhos e nenhum resultado visível. Corri pro Google. Procurei, procurei, e NINGUÉM usa essa maldita função MD5 do C num programa simples e não há exemplos nem howto de como utilizá-la. Depois de uns 30 minutos quebrando a cabeça (pra mais), percebi que alguns códigos que usavam isso na internet usavam %x (é o código pro printf imprimir inteiros hexadecimais) para imprimir caracteres do MD5 na tela. Aí encontrei algo assim:

printf("%x%x...%x%x", md[0], md[1], ..., md[14], md[15]);

(e pior que estou falando sério… tem gente na internet que não conhece for!)

E caiu a ficha. O MD5 tem 16 inteiros hexadecimais de um byte, 32 caracteres. Escrever o código abaixo me tomou bastante tempo, mas uma aprendizagem interessante e um ânimo pra voltar pro meu freelance:

#include <stdio.h>
#include <openssl/md5.h>
 
#define STRING_LENGTH 6
 
int main() {

        int dia, ano, mes;
        int i;
        unsigned char md[MD5_DIGEST_LENGTH], string[STRING_LENGTH];

 
        for (ano = 0; ano < 100; ano++) {
                for (mes = 0; mes < 12; mes++) {

                        for (dia = 0; dia < 31; dia++) {
                                sprintf(string, "%02d%02d%02d", dia+1, mes+1, ano);
                                MD5(string, sizeof(string), md);
                                printf("%s: ", string);
                                for (i = 0; i < 16; i++) {

                                        printf("%02x", md[i]); /* Note isso aqui! */
                                }
                                printf("n");
                        }

                }
        }
        return 0;
}

O “Note isso aqui!” ainda foi uma sacanagem incrível, o código que eu disse do cara que imprimia %x%x%x… não funciona na prática, porque quando um dos dígitos é 0X, ele só imprime X.

Enfim compilei meu código com -lssl (importante para C-zeiros de primeira viagem) e voi lá:

tiago@flick ~ $ time ./md5 > hashes-c

real    0m0.397s
user    0m0.136s
sys     0m0.028s

Confesso que é coisa de nerd mesmo querer otimizar um código que só serve pra gerar um arquivo de hashes e já o fez, mas no momento em que terminei esse teste, pensei: preciso postar isso no blog pra documentar o uso da função MD5 no C, antes que mais alguém perca o tempo que eu perdi.

Pra quem se pergunta se eu realmente fiz tudo certo:

tiago@flick ~ $ diff senhas-c senhas-ruby
tiago@flick ~ $ 

(ie. ou eu errei nos dois ou eu não errei em nenhum)

Útil, não? Não. Na verdade isso não serve pra absolutamente nada, a não ser que você roube o banco de dados de alguém e esse alguém usa como senha a data de nascimento da sua mãe. Mas aí ele merece mesmo que você pegue sua senha, então isso não muda nada.

Dá pra adaptar o código pra gerar outras tabelas, mas por favor não use isso pra nada maligno, e falo sério. Meus fins foram absolutamente educacionais/acadêmicos (eu queria aprender a trabalhar com a função MD5 da biblioteca OpenSSL, não dominar o mundo) e estou postando aqui para ajudar os que também vão querer usar essa função.

Comentários de crackers serão ignorados.

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ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Alguém quase sem nada pra fazer resolveu mandar o Lynx baixar todas as médias do ENEM, rodou um programa em PHP com expressões regulares para separar os valores e agora apresenta-lhes a escola com a melhor média de Santa Catarina:

mysql> select id, nome, media from enem where estado='sc' order by media desc limit 40;
+-----+-------------------------------------------+-------+
| id  | nome                                      | media |
+-----+-------------------------------------------+-------+
| 185 | COLEGIO SALESIANO ITAJAI                  |  6456 | 
| 821 | INST SUP E CENTRO EDUC LUTERANO BOM JESUS |  6435 | 
| 140 | COLEGIO ENERGIA                           |  6295 | 
|  49 | CENTRO EDUC ENERGIA TUBARAO SC LTDA       |  6209 | 
|  87 | COLEGIO BOM JESUS DIOCESANO               |  6167 | 
| 154 | COLEGIO HENRY FORD                        |  6144 | 
| 193 | COLEGIO SAO BENTO                         |  6144 | 
| 834 | SOCIEDADE EDUC POSIVILLE LTDA             |  6085 | 
| 166 | COLEGIO MARISTA SAO LUIS                  |  6073 | 
| 142 | COLEGIO ENERGIA                           |  6060 | 
| 813 | EXATHUM CURSO E COLEGIO                   |  6034 | 
| 116 | COLEGIO CORACAO DE JESUS                  |  5984 | 
|  48 | CENTRO EDUC ENERGIA SC LTDA               |  5959 | 
|  68 | CENTRO FEDERAL DE ED TECNOLOGICA DE SC    |  5936 | 
| 173 | COLEGIO MURIALDO                          |  5909 | 
| 115 | COLEGIO CONSUL CARLOS RENAUX              |  5899 | 
| 206 | COLEGIO TENDENCIA                         |  5885 | 
| 128 | COLEGIO DEHON                             |  5872 | 
|  76 | COLEGIO ALTO VALE LTDA                    |  5861 | 
|  88 | COLEGIO BOM JESUS STO ANTONIO             |  5852 | 
| 365 | EEB FELICIANO NUNES PIRES                 |  5843 | 
| 119 | COLEGIO DE APLICACAO DA UNC CACADOR       |  5831 | 
| 150 | COLEGIO EXPONENCIAL                       |  5811 | 
| 182 | COLEGIO RAINHA DO MUNDO                   |  5796 | 
| 183 | COLEGIO SAGRADA FAMILIA                   |  5788 | 
| 160 | COLEGIO MAFRENSE                          |  5779 | 
|  96 | COLEGIO CENECISTA DR JULIO CESAR R NEVES  |  5777 | 
| 210 | CONJ EDUC DR BLUMENAU                     |  5761 | 
|  51 | CENTRO EDUC FRAIBURGO CEFRAI              |  5746 | 
| 184 | COLEGIO SAGRADA FAMILIA                   |  5746 | 
| 164 | COLEGIO MARISTA FREI ROGERIO              |  5724 | 
|  69 | COLEGIO ADV DE  INDAIAL                   |  5721 | 
| 196 | COLEGIO SAO LUIZ                          |  5720 | 
| 159 | COLEGIO MADRE TERESA MICHEL               |  5719 | 
| 801 | ESC BARAO DO RIO BRANCO                   |  5717 | 
| 835 | SOCIEDADE EDUC VERDES MARES               |  5696 | 
| 211 | COOPERATIVA EDUCACIONAL MAGNA             |  5688 | 
| 133 | COLEGIO DOM JAIME CAMARA                  |  5683 | 
| 139 | COLEGIO ELISA ANDREOLI                    |  5681 | 
| 134 | COLEGIO DOS SANTOS ANJOS                  |  5673 | 
+-----+-------------------------------------------+-------+
40 rows in set (0,00 sec)

A melhor escola possui também o melhor site, que deve ter sido feito por alguém realmente muito bom. ;)

Feeds RSS para fotologs

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 12 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Não tenho programado absolutamente nada, a não ser nos trabalhos remunerados. Eu vejo a programação como uma arte… Programar é como compôr uma música, pintar, atuar; é preciso haver inspiração. Eu não ando inspirado para programar, mas nesse caso a necessidade me levou a criação de um script que pode ter utilidade para algum leitor perdido…

No ano passado, eu escrevi um script que gerava feeds RSS para fotologs do fotolog.net. O tempo passou, o meu usuário na UNICAMP foi deletado e nessa semana eu voltei a ter a necessidade de acompanhar um fotolog. Então, resolvi reescrever o script, agora com mais funcionalidades:

  • Compatível com Bloglines
  • Tem como descrição o “título” que o usuário coloca no Fotolog.net.
  • É atualizado sempre que há novos comentários nos últimos 6 posts.
  • Você pode comentar de dentro do seu leitor de feeds (ele copia o formulário de comentário pro feed).
  • Ele faz cache de tudo.

Resolvi presentear todo mundo usando o presente que a Dreamhost me deu no mês passado: 200gb de espaço e 2tb de banda tinham que servir pra alguma coisa no meu servidor. Então, ao invés de disponibilizar o código, eu criei uma página PHP que gera o feed que você quiser para você:

http://fotolog.tiagomadeira.net/USUARIO

Para ver um feed em ação no Bloglines, entre no meu diretório de feeds e procure um feed com prefixo “fotolog.com/”.

Depois de acabar de criar o script, ainda lembrei que o IE7 foi lançado nessa semana com suporte a feeds! Então, esse negócio pode ser útil pra bastante gente.

Acompanhe os fotologs dos seus amigos no Bloglines, divulgue aos seus amigos, comente sugerindo melhorias; aproveite enquanto eu ainda estou inspirado pra corrigir os defeitos! =)

Fórum SOSPHP de volta!

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 12 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Depois de uma semana fora do ar e uma troca de servidores, o Fórum SOSPHP está de volta! Por causa do tempo que ela ficou off-line, com certeza perdemos alguns usuários; portanto, queria pedir que vocês ajudassem a divulgar o fórum em seus sites/blogs e, se puderem, participassem dele também!

O endereço é: http://www.sosphp.com.br/forum/

LiveSearch no WordPress

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 12 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

O Cosme me apresentou hoje um projeto chamado LiveSearch. É uma aplicação Ajax bem simples (eu mesmo conseguiria fazer), mas uma idéia que eu ainda não havia tido.

Resolvi então implementar o negócio no meu blog e estou escrevendo esse artigo pra explicar como instalamos o LiveSearch de forma que ele funcione com o WordPress e dentro dos padrões de XHTML Strict (ele pede originalmente que utilizamos name num form e exige que o nome de um campo seja “q” ao invés do “s” do WordPress).

Então, mãos a obra!

1. livesearch.php

Para começar, você deve criar um arquivo e chamá-lo livesearch.php. O seu conteúdo deve ser:

<?php if (have_posts()) : ?>
<ul class="LSRes">
<?php while (have_posts()) : the_post(); ?>
	<li class="LSRow">
		<a href="<?php the_permalink(); ?>"><?php the_title(); ?></a>
	</li>
<?php endwhile; ?>
</ul>
<?php endif; ?>

Para facilitar para quem quer aprender PHP, vou explicar linha por linha:

  1. Se houver posts, faça:
  2. Lista HTML
  3. Enquanto houver posts: Execute a função the_post().
  4. Item da Lista HTML
  5. Linca para o permalink do post com o texto do link = seu título.
  6. Fim do “Item da Lista HTML”
  7. Fim do “Enquanto houver posts”
  8. Fim da “Lista HTML”
  9. Fim do “Se houver posts”

Observação: As cores são só para reforçar a hierarquia.

O que este arquivo faz, portanto, é criar uma lista com o título dos posts. Essas funções são todas do WordPress (have_posts, the_title, the_permalink, etc.). Se você quisesse colocar outras coisas na lista que vai aparecer no resultado, pode colocar aí nesse arquivo.

No fim, salve esse arquivo em /wp-content/themes/SEU_TEMA/livesearch.php.

2. Redirecionar para livesearch.php se for uma pesquisa “live”

Coloque no início do arquivo /wp-content/themes/SEU_TEMA/search.php o seguinte conteúdo:

<?php if ($_GET["live"]) {
		include("livesearch.php");
		die();
	} ?>
  1. Se a query string live “existir”, faça:
  2. Inclua o arqiuvo livesearch.php nessa página.
  3. Morra!!! :D Isso significa para ele parar de executar qualquer coisa que esteja debaixo disso.
  4. Fim do “Se”

Isso serve para que possamos fazer as buscas de duas maneiras. Uma é a busca normal, que é acessada por /?s=queries e outra é a live que será acessada por /?live=1&s=queries (ou seja, a mesma coisa mas dando valor à variável “live”).

3. JavaScripts

Baixe o arquivo livesearch.js e coloque-o na pasta /wp-content/themes/SEU_TEMA/.

Agora faremos uma série de mudanças pra manter o negócio nos padrões web… Substitua as seguintes linhas pelo texto que aparece depois do seu número:

  • 122: if (liveSearchLast != document.getElementBy(‘livesearch’).value) {
  • 126: if ( document.getElementById(‘livesearch’).value == “”) {
  • 136: liveSearchReq.open(“GET”, liveSearchRoot + “/?live=1&s=” + document.getElementById(‘livesearch’).value + liveSearchParams2);
  • 137: livesearchLast = document.getElementById(“livesearch”).value;

Isso serve para ele não depender do nome do formulário e da query, mas somente do ID do campo do formulário e para ele abrir no xmlHttpRequest /?live=1&s=QUERY ao invés do padrão /livesearch.php?q=QUERY.

4. Eventos JavaScript nos documentos

No seu arquivo /wp-content/themes/SEU_TEMA/header.php, adicione o evento onload à tag BODY:

<body onload="liveSearchInit()">

No mesmo arquivo, dentro da tag HEAD linke para o script:

<script type="text/javascript" src="/wp-content/themes/SEUTEMA/livesearch.js"></script>

Agora, no arquivo /wp-content/themes/SEU_TEMA/searchform.php, adicione um evento onsubmit ao FORM

<form onsubmit="return liveSearchSubmit()" ...

E, no mesmo arquivo, adicione um evento onKeyPress ao INPUT e também um id:

<input id="livesearch" onKeyPress="liveSearchStart();"

E ao final desse arquivo, coloque:

<div id="LSResult" style="display: none;">
<div id="LSShadow">
</div>
</div>

Se você fez tudo certo e eu não errei aqui no tutorial, o seu script deve sair funcionando! Agora personalize usando estilos pra fazer um negócio bonito! (algo que eu não fiz porque tô pra trocar totalmente o design do meu site)


A Lógica do Negócio

O arquivo search.php recebe todas as buscas. O que eu fiz criando o livesearch.php foi formatar o resultado da busca de forma diferente para ele aparecer ali debaixo do formulário de busca.

O script é bem simples. Um Ajax que simplesmente faz um xmlHttpRequest a cada keypress do cara no campo. Aliás, acho que dá pra fazer um script bem menor pra só fazer isso.

Deixei o meu site meio feio com isso aí (uma lista de bullets normais e tal…), mas é porque eu tô pra trocar o design em breve e aí vou arrumar isso tudo! (inclusive, devo colocar mais Ajax!)

Qualquer dúvida, comente ou me mande um e-mail.