Arquivo da tag: literatura

Crepúsculo

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 8 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Tenho lido diariamente gente grande dirigindo insultos ao livro-filme da moda, Crepúsculo (e sua continuação, Lua Nova). Não gente qualquer, mas amigos inteligentes parecem estar perdendo tempo com isso. Eu, cansado de ler esses comentários, resolvi postar porque preciso perguntar: O que há? Não há nada que mereça mais leitura e críticas atualmente?

Parece-me óbvio que o público-alvo de Crepúsculo (eu assisti o primeiro filme no cinema com minha prima logo que saiu) são meninas pré-adolescentes. Por que gente que está acostumada a ler Machado de Assis ou Carlos Drummond de Andrade preocupa-se a ponto de ler e tuitar insultos ao best-seller infantil? Não seria mais inteligente dirigir suas críticas a uma seção mais adulta da livraria?

É como criticar Diário de Princesa, Harry Potter, Malhação ou Gossip Girl. Não são histórias pra gente grande. As meninas de 13 anos não são idiotas porque gostam; são apenas meninas de 13 anos numa fase em que se apaixonam pela história romântica da menina com os vampiros do livro-filme. A infância é cheia dessas fases (eu gostava de Pokémon quando tinha 9 anos) e não há nada de errado nisso.

Podemos voltar a nos preocupar com coisas mais sérias?

Lewis Carroll é discordiano

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 10 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Chega de enrolação. Criei coragem para falar e começarei pelo começo, continuarei depois até chegar ao fim e então pararei.

Alice in Wonderland

O Mal Vicioso vem lhes informar por meio deste post que “Alice no país das maravilhas” não é um livro para crianças por ser simples e não fazer sentido algum. Ele é simplesmente brilhante e talvez as crianças sejam as poucas que conseguem compreendê-lo por ainda estarem na ponta dos pêlos do coelho branco.

Qual a relação entre um corvo e uma escrivaninha? Não precisa responder, apenas pense.

O objetivo de Alice não é informar, mas confundir um pouco afim de fazer pensar. A história é uma grande operação mindfuck confabulada em 1894 e provavelmente inspirada pelo posterior Principia Discordia que foi escrito por Mal-2 nos anos 60.

A lógica do autor é absolutamente absurda e os diálogos e poemas nos levam a pensar: afinal, o que é o louco e o que é o padrão?

Nietzsche escreveu em “Além do bem e do mal” que a loucura é algo raro em indivíduos mas que em certas épocas e sociedades é a norma. Talvez nós é que sejamos loucos e os personagens maravilhosos sejam a realidade. Ou talvez sejamos nós os personagens maravilhosos. Quem sabe?

Além do bem e do mal

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 10 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.
Além do bem e do mal

Mais uma sugestão de leitura do Mal Vicioso! O livro da vez é: Além do bem e do mal

Escrito por Nietzsche e publicado por várias editoras aqui no Brasil, “Além do bem e do mal” é um livro que não pode faltar na cabeceira de um filósofo. A obra desde seu primeiro capítulo critica filosofias metafísicas, religiões, moralismos e verdades. Faz-nos refletir sobre os nossos valores, ética e sobre a natureza do homem.

Nota: O estilo aforismático de autor traz tantas frases de tamanho efeito que resolvi me privar de colocar alguma aqui para não desprezar as outras.

O prelúdio a uma filosofia do futuro é um livro pesado, que deve ser digerido com muita atenção. Ainda estou no terceiro capítulo (A natureza religiosa), mas não posso deixar de recomendar esta obra excepcional de Nietzsche, que talvez hoje não fosse tão incompreendido (ou talvez o mundo não tenha mudado tanto assim nos últimos cem anos…).

Fazer teatro de obras de ficção é errado?

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 10 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Religion is the root cause of all terrorism

Os manifestantes acreditam que o museu trata a religião de uma forma extremista. Eles reclamam ainda que o local nega a ciência, pois classifica as histórias da Bíblia como uma verdade absoluta.

O Museu da Criação foi desenvolvido por um diretor de um estúdio de cinema americano e traz cenários realistas, bonecos animados de pessoas e dinossauros em tamanho real e muitos efeitos especiais. Os visitantes podem ver uma réplica do que seria a Arca de Noé e até animais que habitariam o mundo quando Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, histórias clássicas da Bíblia.

De acordo com a direção, o Museu da Criação é um programa para toda a família e foi planejado com o objetivo de fazer mais pessoas acreditarem que Jesus Cristo existiu e deve ser considerado o criador da vida.

Notícia completa no Terra.

Eu gostaria de saber se por acaso eu sou o único anti-religioso que acho os manifestantes idiotas ou se vocês concordam comigo. Afinal, há algum problema de criar representações de um livro? Isso me lembra aqueles indivíduos que criticam O Código da Vinci por ser uma história inventada. Em algum ponto na história do mundo foi errado criar obras de ficção? Adorarei ler o seu comentário.