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ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 8 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Eu saí com um casal de alemães e aprendia sobre a política e a história deles. Ouvi sobre grupos terroristas, o NPD (um partido nazista de lá) e umas brigas políticas semelhantes às dos hooligans. Eles compreendiam e se expressavam bem em português, mas em certo momento trocaram algumas frases no seu idioma, não fiz ideia do porquê.

Então um deles me disse:

— Nós não entendemos por que os brasileiros não se revoltam, não fazem grandes manifestações em Brasília. Aqui tem muita gente passando fome, morando na favela, gente que trabalha um monte a vida inteira e não tem nada. Na Europa fazem revoluções por muito menos.

Não sabia o que responder, então disse o que me veio à mente:

— Acho que somos conformados e felizes com os nossos governos populistas e estamos mais preocupados com o carnaval e com o Campeonato Brasileiro. E, pasmem, essa nossa felicidade é até motivo de orgulho. É propaganda. Mas quem sabe um dia…

PS: A única relação do título desse post com seu conteúdo é a Lei dos Cinco (não que seja pouco). Eu usei esse título porque foi o sugerido pelo WordPress (esse é o post de ID 523 no meu banco de dados).

PPS: Today is Prickle-Prickle, the 1st day of Discord in the YOLD 3176. Feliz Estação Nova!

HOWTO: Como usar Pandora Radio no Brasil

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 10 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

O projeto Pandora é uma rádio on-line que funciona como um catálogo bem categorizado de milhares de CDs e é capaz de reproduzir músicas parecidas com o tipo que você diz para ele que gosta. Ficou confuso? É assim: eu entro lá e escrevo que gosto de Chico Buarque. Aí ele me diz: vamos tocar uma música do Chico que tem suas características principais como canto em português, violão leve, etc. Responda se você gostou ou não e baseado nessa escolha tocaremos outro estilo ou continuaríamos no mesmo.

É uma idéia muito legal porque no fim você ouve apenas o que gosta, mas também descobre novas músicas (porque ele não fica repetindo artista, álbum, música, mas só as características da música ou do artista que você selecionou a princípio).

Fazia tempo que eu não usava o Pandora porque num esforço comunitário de minha família, digitalizamos algumas centenas de CDs criando uma biblioteca de 35 gb em MP3. Porém, meu desktop (Durion 1.1) que era meu servidor de música (MPD) recentemente morreu (a placa-mãe deu pau) e, cansado de ouvir as poucas músicas que tinha aqui no laptop, resolvi ver como andava o Pandora.

Porém, fui surpreendido por uma mensagem dizendo que por causa de copyright brasileiros não podem mais usar o Pandora. Isso é um problema que eles dizem estar conversando com as autoridades para resolver, mas por hora não podem aceitar IPs brasileiros, o que me levou a buscar uma solução.

A primeira coisa que pensei foi procurar um servidor de proxy nos Estados Unidos. É fácil se você entrar no Public Proxy Servers, mas a velocidade deles realmente não me agrada, ainda mais pra ouvir uma rádio on-line. Então, pesquisei um pouco e depois de algum tempo encontrei a solução: SSH tunneling (túneis de SSH?)

Eu uso SSH todo dia e nunca tinha me dado conta que ele tem uma opção super interessante que é numa dada porta criar um tunelamento que pode ser usado como servidor SOCKS (proxy). Aí você pensa: mas qual a vantagem? De qualquer jeito você terá que usar um servidor proxy e ficar com a internet mais lenta. Sim, é verdade, mas o meu servidor na Dreamhost é sem dúvidas muito mais rápido que um proxy público e eu tenho certeza que minhas informações ficam seguras. Aliás, é por segurança que a maioria das pessoas usa SSH tunneling (ex.: pessoas com laptop numa rede wireless pública)

Vamos ao prático:

$ ssh -C -D 666 -N user@host

E configure seu navegador para usar Socks (eu usei V5, mas a V4 deve funcionar também) para o endereço: 127.0.0.1 (isso mesmo, não é o host que você colocou no SSH, é a sua máquina, porque ela que criou o servidor) na porta que você especificou com o parâmetro -D (nesse caso 666)

As opções do SSH que eu utilizei no exemplo são:

  • -C: comprime entrada e saída. Nos exemplos que eu peguei vinha, acredito que seja pras transferências serem mais rápidas.
  • -D [bind:]port: porta (e um endereço opcional) pro servidor rodar
  • -N: não executa nenhum comando (ie não abre um shell)

Esta dica funciona em sistemas operacionais que tem SSH (Linux, FreeBSD e provavelmente qualquer outro Unix-like). Para usá-la no Windows, você deve usar o PuTTy.

Briga de rua

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Briga

Fim da tarde… Cruzando de carro a Av. Sete de Setembro com a Rua Gil Stein Ferreira uma reunião enorme de pessoas me chamou a atenção. Cerca de 100 meninos e meninas formavam uma circunferência com uns 5 metros de raio; no centro dois moleques brigavam.

A roda gritava, empolgada. A violência estava deixando todos eles felizes, provavelmente todos eles odiavam as crianças que sairiam dali totalmente quebradas.

Em pleno centro da cidade, haviam várias pessoas passando e percebendo a tragédia: alguns continuavam seu caminho, outros paravam para observar melhor, ninguém fazia nada.

Seria hipócrita condenar o povo que não se mexia e alguns até assistiam o espetáculo. Eu e minha família, afim de não perder a hora do café, continuamos no carro a caminho de casa.

Mude-se para o mundo virtual

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Second Life

O meu irmão foi assaltado ontem lá em Campinas. Um dia depois daqueles caras me abordarem aqui em Itajaí, um cara ameaçou espancá-lo porque ele não seguiu o meu conselho: não saia de casa. Ou saia em gangues e faça uma cara de mau pro assaltante pensar que vocês é que vão assaltá-lo.

Nós estamos vivendo num mundo absurdo. Não sei se isso só acontece no Brasil, não sei se no mundo inteiro. Dá vontade de fazer como o Rafael sugere: juntar um bom dinheiro e sair do país. Aqui no nosso país, no nosso mundo, no nosso universo… seja lá onde for, mas infelizmente no lugar onde eu estou, é impossível viver. As pessoas machucam umas as outras por dinheiro, por celulares que provavelmente serão convertidos em narcóticos, qual o sentido em tudo isso?

Como solução utópica precisamos aprender a viver dentro de casa. O Second Life parece-me um lugar bem mais tranqüilo para se estar. A saída para não sermos assaltados é construirmos todas as nossas relações no mundo virtual, porque o mundo real já está tomado e creio que os seus donos não sejam os que acessam a internet.

Aí, quem sabe daqui a uns anos, esses moleques assaltantes de hoje vão ter sumido, porque não vão ter a quem roubar até lá e com isso não sobreviverão. Aí a lei de Darwin estará a nosso favor: os mais ricos sobrevivem e não a favor deles: os mais fortes (?) sobrevivem.

Que situação ridícula. Sinto-me como se estivesse proclamando: “Burgueses de todo mundo, uni-vos!”

É carnaval!

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

E daí?

Você está em casa? Ou saiu? Está dormindo? Ou está festando? Ou pra você isso não passa de um dia normal?

Esta foi a semana mais movimentada e mais lucrativa do Mal Vicioso graças as pesquisas por fantasias de carnaval. Dizem que há muitas críticas ao carnaval, de historiadores e outras pessoas que pensam de forma diferente da minha. Porém, infelizmente eles não se manifestaram e o carnaval, mesmo rendendo dinheiro, não rendeu boas discussões.

De qualquer maneira, já temos posts pro carnaval do ano que vem.

Pra entrar no clima, fique com a linda composição do mestre Chico Buarque, “Vai passar”:

Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo, página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fulgaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval, carnaval, carnaval…
Vai passar
Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, o lelê, ai que vida boa, o lalá
O estandarte do sanatório geral vai passar

Fundemos um partido!

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R$ 140.000,00 reais por mês. É a previsão do dinheiro que o PCO ganhará do fundo partidário (= nossos impostos). Com o fim da Cláusula de Barreira, qualquer minipartido ganha uma grana.

O Rafael sugere que fundemos um partido. O PBLOG seria o partido oficial da Blogosfera Brasileira. O Celso, babando pelo dinheiro, consultou o Google e descobriu como criar um partido político no Brasil:

1.aquisição da personalidade jurídica do partido, que é feita através do registro do estatuto no Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas, da Capital do Distrito Federal. O requerimento deve ser subscrito pelos seus fundadores, cujo número não poderá ser inferior a 101 eleitores, com domicílio eleitoral em no mínimo um terço dos estados;

Isso é muito fácil. Blogueiros dominam a internet e tem gente em todo canto do mundo (como disse o Rafael, até no Acre!)

2.buscar o apoiamento de eleitores correspondente a pelo menos:

a) ½ (meio por cento) dos votos dados na última eleição geral a Câmara dos Deputados, não computados brancos e nulos. Hoje seriam aproximadamente 228.000 assinaturas;

b) distribuídos por 1/3 (um terço) ou mais, dos estados; equivale a 9 estados;

c) com um mínimo de 1/10% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado em cada um deles. Hoje seriam aproximadamente 4.700 assinaturas, no estado do Paraná.

São bastante assinaturas. Mas será que é impossível? Como disse o reverendo:

é só se organizarem na forma de recolher as assinaturas que saio por aí (é só pedir para assinarem, eles assinam qualquer coisa).

Agora vejam a parte boa:

3. O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei civil e se organizar em cada estado, deverá registrar seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral.

É só após o registro definitivo do seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral que o partido político adquire o direito de credenciar delegados que representem o partido; de receber recursos do fundo partidário; de participar do processo eleitoral; de ter acesso gratuito ao rádio e televisão nos casos previstos nas leis; e ainda de ter direito exclusivo ao uso de seu nome, sigla e símbolos.

PBLOG: Pelo direito de transar no mar e atrair para-quedistas.

Já estou pensando nas nossas propagandas na televisão…

Será que é muita viagem achar que isso pode dar certo? Eu acho que não temos nada a perder e eu não acho impossível. Os blogueiros de todo o Brasil tem um poder muito grande na internet e com algum esforço conseguiríamos fundar nosso partido. :)

Meus objetivos com o partido seriam:

  1. Mostrar para o mundo que blogs existem (sim, é para o mundo – com certeza isso teria repercussão fora do Brasil)
  2. Protestar contra a política ridícula do Brasil, com uma manifestação pacífica e bem humorada.
  3. Ensinar pra gente como o nosso querido deputado Eduardo Azeredo o que é a internet.

Então, rumo às assinaturas! Quem vai ser o presidente do nosso partido pra organizar toda essa bagunça?

O carnaval e a globalização

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Imperialismo… Você vai à uma festa e ouve música estrangeira. Música eletrônica… Algumas até são brasileiras, mas que algum gringo pegou e “recompôs”. A nossa música já é boa, mas eles não perguntam: no processo de globalização, a chuva de lixo eletrônico e cultural não pede permissão para existir.

Nos acostumamos com a chuva e aprendemos a gostar dela; ela não é ruim. Há pouca resistência. Quem vende isso não está nem aí para o fato de as nações serem diferentes, porque o que importa é o dinheiro. Nós não passamos de massa.

Desfile da Mangueira em 1998
Desfile da Mangueira em 1998

O carnaval é regido pelo ano lunar. Como a maioria de nossas festas, foi adaptada pela Igreja Católica: Agora tem o significado cristão de acabar 40 dias antes da morte de Jesus Cristo, precedindo a quaresma. Mesmo assim, o carnaval é provavelmente a festa mais brasileira que comemoramos.

No Brasil inteiro, canta-se e dança-se o samba. O samba nasceu aqui na Bahia, desenvolveu-se aqui no Rio de Janeiro. É derivado do ritmo das religiões africanas, mas é nosso. O sambista, cantor e compositor brasileiro Candeia disse que um país que deixa a cultura do povo se perder nunca será uma nação.

É possível viver sem nada dessa cultura estrangeira, da mesma maneira que é possível também viver sem a nossa. É importante preservar a nossa cultura? Até que ponto a globalização é boa para nós?

Alguém não sabe quem manda nos morros?

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“Aquilo é terrorismo, aquilo não é bandido comum. Pegar um ônibus, tocar fogo e ver pessoas morrendo, tem que ser tratado como terrorismo de Estado, porque é uma provocação ao Estado brasileiro. Não tem meio termo nisso. Não é um bandido comum, é uma ação preparada de desacato ao Estado brasileiro e, portanto, nós temos que tratar assim e enfrentar.”

Força Nacional
Força Nacional

Palmas ao governador Sérgio Cabral e ao presidente Lula! Eles mostraram que possuem uma vontade que eu achei que os políticos brasileiros não tivessem: acabar com o crime organizado. É claro que essa minha frase é utópica, porque não vamos conseguir acabar com tudo de uma vez. Porém, as ações da Força Nacional no Rio de Janeiro neste início de ano são uma luz no fim do túnel.

Os nossos amigos sociais democratas, contraditórios até no nome, mais uma vez aproveitam pra criticar o nosso presidente. Depois de perder a eleição se expondo daquele jeito fazendo aquele papel ridículo que fizeram na campanha, os homens de direita estão bravos: Agora dizem que a Força Nacional não precisa atuar no Rio, porque a polícia de lá é super competente e conseguiria cuidar de tudo. É engraçado que eu tenho impressão de que o governador Alckmin não deixou a Força Nacional atuar em São Paulo quando o estado vivia uma guerra civil no ano passado, e os tucanos também cutucaram Lula, dizendo que ele deveria ter feito alguma coisa.

Todo mundo sabe que Comando Vermelho existe há mais de 30 anos. Todo mundo sabe que quem manda nos morros são os traficantes. Todo mundo sabe que morros são esses. Todo mundo fala que o crime organizado precisa acabar. Nesses 30 anos os governantes não fizeram nada.

Minha mente esperançosa torce pra que esse plano dê certo. E que assim o Rio de Janeiro continue sendo como deveria ser…

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio, teu mar, praias sem fim
Rio, você foi feito pra mim.
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro…

(Tom Jobim, Samba do Avião)

O Rio de Janeiro continua lindo...
E o Rio de Janeiro continua lindo…

O dia em que o Brasil foi invadido

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Excelente paródia que mostra a hipotética invasão dos poderosos do mundo na nossa terra contra os poderosos do Brasil. Não vou nem falar nada pra ver se rola uma discussão nos comentários. ;-)

Liberdade controlada

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Google e China

Colocam na nossa cabeça que o nosso mundo é perfeito e que só em contos de fada existem pessoas más, dizem que só na China existe ditadura, dizem que aqui somos livres… Temos que abrir os olhos!

Isso foi o que eu comentei no primeiro post do Mal Vicioso no dia 02 de dezembro de 2006.

Vivemos numa ilusão que recebe o nome de democracia = poder do povo. A atitude tomada pela justiça brasileira de bloquear o Youtube nos faz perceber como o nosso mundo é dominado e como não somos livres. É a prova de que existe o Grande Irmão ou é a volta da ditadura.

Youtube - Broadcast Yourself

Por causa de uma modelo, bloquearam um site inteiro aqui no Brasil… Uma modelo que foi filmada na Europa fez com que bloqueassem um site estado-unidense aqui no Brasil. Dá pra entender? Falou bem o Cardoso, que sugere que o Brasil siga o exemplo do Iraque em relação ao vídeo de execução do Saddam Hussein:

[nossa justiça] não foi atrás de quem postou o (supostamente) ilegal vídeo da cicarelli. Não foi atrás de quem filmou, não foi atrás do canal de tv que exibiu o mesmo. Céus, conseguiram ser mais covardes que a RIAA, que processa garotinhas de 12 anos. Sequer foram atrás dos adolescentes que subiram o vídeo para o YouTube, Google Video e outros.

Acharam melhor matar o mensageiro.

E o pior é que isso não serviu pra nada. Encontrar outros locais com o vídeo da Cicarelli é muito fácil. Entrar no Youtube também não é impossível.

O que eu pergunto à justiça brasileira, à Cicarelli e ao “especialista” que sugeriu fechar o Youtube é: pra quê?

Só pode ser jogada de marketing da modelo, como já disse o Ataliba. Assim ela voltou a aparecer. Agora que ela já tá satisfeita, a BrasilTelecom poderia fazer o favor de reabrir o Youtube?

Esse controle de acesso à internet é ridículo. A internet é o que é porque é livre. Achei que já havíamos passado dessa fase de ditadura, de censura, de controle… mas parece que ainda não. Não sei como a nossa justiça é capaz de bloquear o Youtube, não sei como várias empresas no mundo desenvolvem e implementam DRM e o pior de tudo: não sei como a gente vê tudo isso e permanece calado.