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Script para baixar documentos do Issuu no GNU/Linux

Tive necessidade de baixar um documento do Issuu. Segue um script simples que escrevi para baixar as páginas, convertê-las para PDF e mesclá-las. Ele não tem checagem de erros, mas pode ser útil para mais pessoas:

#!/bin/bash
 
if [ $# -lt 1 ]; then
    echo "Uso: $0 <endereco_do_documento_no_issuu>"
    exit
fi
 
tmp=$(mktemp -d)
 
echo "Baixando pagina HTML..."
wget -q "$1" -O $tmp/html
 
pageCount=$(cat $tmp/html | grep -o '"pageCount":[0-9]*' | sed 's/.*://')
model=$(cat $tmp/html | grep 'image_src' | sed 's/.*href="//; s/".*//')
title=$(cat $tmp/html | grep '<title>' | sed 's/.*<title>//; s/<\/title>.*//')
 
echo "-> Encontrado documento de $pageCount paginas"
echo "-> Primeira pagina: $model"
 
for i in $(seq 1 $pageCount); do
    download=$(echo $model | sed "s/page_1/page_$i/")
    echo "Baixando pagina ${i}..."
    wget -q "$download" -O "$tmp/page_${i}.jpg"
done
 
echo "Convertendo paginas JPG -> PDF..."
for i in $(ls $tmp/*.jpg); do
    convert "$i" "${i}.pdf"
done
 
echo "Mesclando paginas..."
gs -dBATCH -dNOPAUSE -q -sDEVICE=pdfwrite -sOutputFile="${title}.pdf" $tmp/page_*.pdf
rm -rf $tmp
 
echo "-> Pronto: '${title}.pdf'"

O script requer Bash, wget, GhostScript e ImageMagick. A maioria das distribuições de Linux já tem esses aplicativos, mas por via das dúvidas cheque se você tem o ImageMagick instalado.

Download do script: issuu_download.sh (932 bytes)

Para instalar, é só baixar o arquivo, torná-lo executável e movê-lo para alguma pasta do seu $PATH:

$ wget http://tiagomadeira.com/wp-content/uploads/2014/09/issuu_download.sh
$ chmod +x issuu_download.sh
$ sudo mv issuu_download.sh /bin

Para usar, é só digitar:

$ issuu_download.sh <endereco_do_documento>

Colofão

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 6 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Adverte-se aos curiosos que se imprimiu esta obra nas oficinas da gráfica Vida&Consciência em 16 de julho de 2009, em papel off-set 90 gramas, composta em tipologia Walbaum Monotype de corpo oito a treze e Courier de corpo sete, em plataforma Linux (Gentoo, Ubuntu), com os softwares livres \LaTeX, \textrm{DeTeX}, Vim, Evince, Pdftk, Aspell, SVN e TRAC.

Da contracapa de uma bela edição de “Viagem em volta do meu quarto” (Xavier de Maistre) publicada pela Editora Hedra.

Tornou-se instantaneamente minha editora preferida. Não é fantástico (e de evidente bom gosto) os editores usarem e divulgarem Gentoo, LaTeX, Vim e SVN?

Despoema nauseabundo

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 7 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Inspirado por esse tuíte.

A ignorância me dá náuseas.

A ignorância de pessoas que se dão ao luxo de chamar outros de ignorantes me dá náuseas.

A ignorância de pessoas que se dão ao luxo de chamar de ignorantes as pessoas que se dão ao luxo de chamar outros de ignorantes me dá náuseas.

A ignorância de pessoas que se dão ao luxo de chamar de ignorantes as pessoas que se dão ao luxo de chamar de ignorantes as pessoas que se dão ao luxo de chamar outros de ignorantes me dá náuseas.

A ignorância de pessoas que se dão ao luxo de chamar de ignorantes as pessoas que se dão ao luxo de chamar de ignorantes as pessoas que se dão ao luxo de chamar de ignorantes as pessoas que se dão ao luxo de chamar outros de ignorantes me dá náuseas.

Ad infinitum.

PS: Esse post (como a ignorância do autor desse blog) também me dá náuseas.

PPS: Consultei o Houaiss duas vezes pra escrever o título desse post: a primeira pra confirmar que “despoema” não existe, a segunda pra confirmar que “nauseabundo” existe.

Paradoxo do medo de errar

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 7 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Meu primo tuitou há alguns minutos que “o maior erro na vida é ter medo de errar” e a frase me deixou pensativo.

Suponha que você leia essa frase e resolva “Então, para não errar, não vou ter medo de errar”. Nesse caso você está tendo medo de um erro (o erro seria o medo de errar); absurdo!

Suponha, por outro lado, que você leia essa frase e resolva “Então vou continuar com medo de errar.” Neste caso, você está cometendo o maior erro (sem medo dele), então você perdeu o medo de errar. Absurdo novamente!

Portanto, conclui-se que o maior erro na vida não deve ser o medo de errar. qed.

PS: Perdoem-me por possíveis falhas, tive que escrever correndo para não me atrasar para o tango.

Um sermão sobre ética e amor

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 7 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

One day Mal-2 asked the messenger spirit Saint Gulik to approach the Goddess and request Her presence for some desperate advice. Shortly afterwards the radio came on by itself, and an ethereal female Voice said YES?

“O! Eris! Blessed Mother of Man! Queen of Chaos! Daughter of Discord! Concubine of Confusion! O! Exquisite Lady, I beseech You to lift a heavy burden from my heart!”

WHAT BOTHERS YOU, MAL? YOU DON’T SOUND WELL.

“I am filled with fear and tormented with terrible visions of pain. Everywhere people are hurting one another, the planet is rampant with injustices, whole societies plunder groups of their own people, mothers imprison sons, children perish while brothers war. O, woe.”

WHAT IS THE MATTER WITH THAT, IF IT IS WHAT YOU WANT TO DO?

“But nobody wants it! Everybody hates it.”

OH. WELL, THEN STOP.

At which moment She turned herself into an aspirin commercial and left The Polyfather stranded alone with his species.

Este texto é parte integrante do Principia Discordia. É proibido vendê-lo separadamente.

Choro Bandido

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 7 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Estava com vontade de tocar essa música e resolvi procurar a cifra. É normal eu interpretar algumas notas da cifra de forma diferente pra facilitar tocá-la no piano (em geral minha leitura é muito mais fácil mantendo tríades na mão direita e uma nota aleatória no baixo), mas me surpreendi com como ficou diferente minha cifra mental dessa. De fato achei tão curioso que eu acabei escrevendo-a e resolvi postar aqui.

Abaixo está a primeira parte. Em vermelho a cifra do Cifraclub, em azul a minha.

Dm(7M 9)         Dm7/9       G7/4(9) G7(b5) G7(9 13)
A7/D             Am/D        Dm/G           G7(b5)
Mesmo  que os cantores sejam falsos  como   eu 
  G7(#9 b13)  C7M/9        E7(b9)
  G#º/B       Em/C         G#º/E
Serão       bonitas, não importa
      Am7/11      D7(9 #11)
      Am7         B/D
São bonitas as canções
Dm(7M 9)    Dm7/9       G7/4(9)
A7/D        Am/D        Dm/G
Mesmo   miseráveis os poetas
        G7/9         C7M(#5)  C7M
        G7/9/G#      E/C      Em/C
Os seus versos serão bons

F#m7/9                      B7(b9 13)
A7M/F#                      Am/B
Mesmo  porque as notas eram surdas
                         Eº(add9)  E7M/9
                         Eº(add9)  E7M/9
Quando um deus sonso e ladrão
A#m7(b5)                      D#7
Eº/A#                         C#º/D#
Fez     das tripas a primeira lira
       A7/9           G#7M
       Em6/A          Cm/G#
Que animou  todos os sons

PS: Favor não tentar analisar harmonicamente a música pela minha cifra. É apenas uma maneira mais fácil pra eu tocar e provavelmente não é a intenção do compositor, pois de fato há muita coisa estranha que provavelmente só é mais fácil pra quem toca piano (G/G# por exemplo).

Meme: Símbolos fálicos contemporâneos

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 8 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

A Carol me convidou para participar do meme do Rev. Beraldo que tem por objetivo identificar alguns símbolos fálicos da atualidade.

De fato escolhi a primeira coisa que me veio a cabeça, sem pensar muito. E depois de um dia em que professores e estudantes entraram em greve na Universidade de São Paulo, a primeira coisa que me veio a cabeça foi a Torre do Relógio.

Torre do Relógio

A Torre do Relógio é um dos principais símbolos da grandiosidade da USP e fica no centro de um campo ao lado da reitoria.

Segundo o Gabinete do Reitor da Reitora,

O painel representando o mundo da fantasia tem a face voltada para o prédio da Antiga Reitoria, e sua face oposta, com o mundo da realidade, para o prédio da Reitoria nova.

O mundo da fantasia é assim representado: a Filosofia – Sofia (sabedoria), ladeada por seus amigos; Artes Plásticas – a Arquitetura, concebida como base para todas as artes plásticas; a Música (com a lira), a Dança, o Teatro (com a máscara); as Ciências Econômicas – estatística e oscilações; as Ciências Sociais – as forças agressoras emergindo do caos em contraposição à força protetora e, no centro, a criança; a Poesia – os namorados com a lua. O mundo da realidade apresenta a Matemática – Pitágoras (curvas de primeiro grau ou parábolas, curvas de segundo grau ou hipérboles e curva de grau superior). Como alusão ao futuro, a quadratura do circulo; as Ciências Geológicas – o arado primitivo – com o carvão esgotado, o petróleo escasso, a força nuclear será inevitável, mas pode também destruir a Terra, e os sobreviventes voltarão a usar o arado; a Física – três tipos de raio – solares, magnéticos e cósmicos; as Ciências Biológicas: pedras, folhas, animais; a Química – garrafas estilizadas; a Astronomia – a lua e as estrelas (Órion, Cruzeiro do Sul e outras). Detalhes

Hoje o topo da Torre do Relógio continha uma grande faixa “FORA PM”, mas não consegui achar uma foto em nenhum site de notícias. Uma pena. Então a foto clara dela fica mais pra mostrar o gramado ao lado:

Praça do Relógio - USP

Sinto muito, mas não convidarei ninguém pro meme porque ando com medo de coisas que crescem exponencialmente.

Refeição especial

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 8 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Refeição especial
Acho que é isso que chamam de globalização

A KLM tem ao menos um cliente insatisfeito. Onde posso optar por uma picanha mal passada?

Diálogos politécnicos #1

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 8 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

— A notação que os físicos e matemáticos usam para a derivada é muito ruim, não faz sentido nenhum.

— É verdade, não dá nem pra usar regra da cadeia!

048
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Algoritmo da Divisão

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 8 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Warning! Isto não é ficção.

Acabara de provar o Algoritmo da Divisão. Olhou pro quadro maravilhado. Contemplou o seu resultado por quase um minuto. Então, virou para os seus alunos. E disse:

Naquela época as pessoas não usavam roupas. Roupas eram caras, era privilégio da nobreza. Sempre que eu provo este resultado eu imagino Euclides provando-o e correndo aos seus amigos contar: “Descobri o Algoritmo da Divisão! Descobri o Algoritmo da Divisão!” e todos ficando excitados com a descoberta.

A turma do Bacharelado em Matemática Pura, assustada, fingiu que não ouviu. E de repente percebeu pela primeira vez que é compreensível o povo achar que matemática é coisa de gente maluca…

2/22/08
Creative Commons License photo credit: bourgeoisbee