Tiago Madeira

Sociedade

Briga de rua

Briga

Fim da tarde… Cruzando de carro a Av. Sete de Setembro com a Rua Gil Stein Ferreira uma reunião enorme de pessoas me chamou a atenção. Cerca de 100 meninos e meninas formavam uma circunferência com uns 5 metros de raio; no centro dois moleques brigavam.

A roda gritava, empolgada. A violência estava deixando todos eles felizes, provavelmente todos eles odiavam as crianças que sairiam dali totalmente quebradas.

Em pleno centro da cidade, haviam várias pessoas passando e percebendo a tragédia: alguns continuavam seu caminho, outros paravam para observar melhor, ninguém fazia nada.

Seria hipócrita condenar o povo que não se mexia e alguns até assistiam o espetáculo. Eu e minha família, afim de não perder a hora do café, continuamos no carro a caminho de casa.

Comentários

Carol Cubas.

A violência também é tão banalizada e, pior, espetacularizada (tá no cinema, na tv, no diarinho) que não surpreende mais… parece que estamos perdendo a capacidade de nos surpreender com as coisas…e o pior é que no início do século passado T.S Elliot já previra isso… “Nós somos os homens ocos Os homens empalhados Uns nos outros amparados O elmo cheio de nada. Ai de nós! Nossas vozes dessecadas, Quando juntos sussurramos, São quietas e inexpressas Como o vento na relva seca Ou pés de ratos sobre cacos Em nossa adega evaporada Fôrma sem forma, sombra sem cor Força paralisada, gesto sem vigor”

John Artmann Jr

As pessoas só se preocupam com aquilo que atinge a elas mesmas e olhe lá. A violência preocupa muito, ela também tem acontecido no futebol, o que recentemente gerou uma morte, e quem sabe não possa provocar outras num futuro próximo?

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