O carnaval e a globalização

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 10 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Imperialismo… Você vai à uma festa e ouve música estrangeira. Música eletrônica… Algumas até são brasileiras, mas que algum gringo pegou e “recompôs”. A nossa música já é boa, mas eles não perguntam: no processo de globalização, a chuva de lixo eletrônico e cultural não pede permissão para existir.

Nos acostumamos com a chuva e aprendemos a gostar dela; ela não é ruim. Há pouca resistência. Quem vende isso não está nem aí para o fato de as nações serem diferentes, porque o que importa é o dinheiro. Nós não passamos de massa.

Desfile da Mangueira em 1998
Desfile da Mangueira em 1998

O carnaval é regido pelo ano lunar. Como a maioria de nossas festas, foi adaptada pela Igreja Católica: Agora tem o significado cristão de acabar 40 dias antes da morte de Jesus Cristo, precedindo a quaresma. Mesmo assim, o carnaval é provavelmente a festa mais brasileira que comemoramos.

No Brasil inteiro, canta-se e dança-se o samba. O samba nasceu aqui na Bahia, desenvolveu-se aqui no Rio de Janeiro. É derivado do ritmo das religiões africanas, mas é nosso. O sambista, cantor e compositor brasileiro Candeia disse que um país que deixa a cultura do povo se perder nunca será uma nação.

É possível viver sem nada dessa cultura estrangeira, da mesma maneira que é possível também viver sem a nossa. É importante preservar a nossa cultura? Até que ponto a globalização é boa para nós?

5 comentários sobre “O carnaval e a globalização

  1. Globalização???
    Do que?
    De quem?
    Como?
    Por que?
    Isso que comumente se chama de GLOBALIZAÇÃO nada mais é do que a tentativa de se criar uma cultura hegemônica (e não é a nossa cultura, tampouco a de países outrora chamados de “terceiro mundo” – atualmente, para desencargo de consciência, “emergentes”…).
    Importante (re)pensar o tema sob aspectos que levem em conta não apenas o “dinheiro”. Sugiro a leitura do Boff (Leonardo). Muito interessante…
    Preservar a cultura é manter-se vivo na história…

  2. Concordo com você. Tentei fazer um texto com uma opinião mais “neutra” ;)

    Eu acho que globalização é lavagem cerebral. Tudo que não é dessa cultura que querem transformar em hegemônica é considerado errado, ridículo, fora da lei. É errado o índio andar nu e é errado o muçulmano andar com muita roupa. Nós, ocidentais, queremos que o mundo se torne uma massa mais uniforme do que já é.

    A nossa música, brasileira, é muito boa. Quem ouve um choro hoje em dia? O samba já são poucos, a bossa nova também está sendo deixada de lado… São ritmos nossos, letras muito bem feitas de gente como Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Tom Jobim… que algumas pessoas dizem simplesmente que não prestam, são velhas e que devemos trocar pelo “pop”.

    Por isso o carnaval é uma festa legal, que resgata uma cultura que “nós” estamos esquecendo. :)

  3. Cuidado: este carnaval que a mídia nos traz tem muito pouco (ou não é só…) “cultura nacional”. Ele está impregnado de interesses econômicos e modelos que se desejam “pulverizar’. Ou alguém acredita que a quantidade de gente sem roupa é “cultural”? A promiscuidade mostrada nos grandes bailes também é cultural? Onde se ouvem as velhas marchinhas de carnaval?

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