Não saia de casa

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 11 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Manifesto pela paz

Itajaí durante feriados é vazia. Eu andei mais de três quilômetros de manhã e não vi civilização, ninguém andava na rua a não ser bêbados. Tudo está fechado. Cheguei à casa da Carol. Resolvemos almoçar no shopping. A casa da Carol fica a cerca de 300m do shopping. Quando estávamos já a uns 50m do shopping, na frente da Vanel, aconteceu a inspiração desse post. Três moleques fumando, de bicicleta, nos observavam e então pararam para combinar alguma coisa. Eu percebi que aquela parada não foi uma parada “normal”.

– Carol, aqueles caras querem alguma coisa com a gente.
– Parece que eles querem nos assaltar.

O que poderíamos fazer nesse momento? Depois, no shopping, pensamos que poderíamos ter corrido. Estávamos muito perto do shopping e os caras não iriam se arriscar. De qualquer maneira, continuamos andando, não sabíamos o que fazer. Dez segundos depois os caras vêm na nossa direção. O “líder” pára com a bicicleta na nossa frente e segura a minha camisa:

– Passa o celular. Quero só o celular. – e eu dei ao moleque meu celular de cinco anos. Ele e seus dois amigos iam saindo de bicicleta, mas ele voltou para jogar o celular de volta. Deve ter pensado “Essa coisa velha não deve valer nada”

Os três saíram correndo, o líder falou algo do tipo “Dessa vez passa playboy!”, não pensamos em nada muito interessante pra fazer. Também… Fazer o quê? Eles nem roubaram nada. No fim, fiquei com pena dos caras. Eles devem ter se concentrado ali no canto pra combinar o assalto, etc e tal e depois de toda aquela preparação eu não tinha nada pra dar pra eles.

E depois… Eles foram muito bondosos. O celular não valia nada pra ele, mas ele poderia ter levado para jogar fora depois ou pra tentar vendê-lo. Em vez disso ele voltou para me devolver o celular (na verdade jogar no chão, mas anyway…)

Terceira vez que sou assaltado em Itajaí (ok, a segunda não foi bem um assalto, o cara só levou minha bicicleta sem eu estar presente).

Quando você é assaltado, você fica tenso. Uma pessoa te ameaçar, segurar sua camisa, mandar você passar o seu celular pra ela… definitivamente não é uma sensação muito boa. De qualquer maneira, pelo menos ganhamos um post e ele não levou nada. Só conseguiu fazer com que ficássemos com medo de voltar pra casa.

Andar na rua é muito perigoso. As pessoas são muito violentas. Pra terminar redações a minha professora de português ensinou que eu preciso sugerir alguma coisa para mudar essa situação. Na falta de idéias, vou deixar esse texto assim mesmo pra vocês comentarem.

5 comentários sobre “Não saia de casa

  1. Você é um cara de azar mesmo.

    A última vez que fui abordado o cara levou 1 real. Foi ao lado da Fiep (Federação das Indústrias) em Curitiba.

    Pense que a vida dele é uma merda e a sua não. Pense que ele só vai se foder na vida. Agora sorria e relaxe.

    Mas de modo algum esqueça de ganhar um bom dinheiro e sair do país. Suiça parece ser um lugar calmo.

  2. ´Por isso que eu digo, campanha contra as armas não adianta de nada, se as epssoas andassem armadas elas se ajudariam, eu mesmo se visse essa situação iria esperar esses guris sairem de perto de vocês e ia meter a bala neles! Iria ser menos 3 assaltantes no Brasil e menos 3 marginais para serem sustentados por pessoas dignas!

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