Ainda estou vivo…

ATENÇÃO: Este conteúdo foi publicado há 10 anos. Eu talvez nem concorde mais com ele. Se é um post sobre tecnologia, talvez não faça mais sentido. Mantenho neste blog o que escrevo desde os 14 anos por motivos históricos. Leia levando isso em conta.

Escrevo este post só pra dizer que ainda não morri. Embora eu esteja sem inspiração nenhuma pra escrever, eu juro que estou tentando. Comecei três artigos para a Série Algoritmos e tentei fazer de tudo para explicar a busca em profundidade de uma maneira legal, mas por não conseguir fazer nada muito surpreendente é que a série está parada há seis meses. Mas não pensem que a esqueci…

Ando lendo muito mais do que antes; a blogosfera anda bem agitada… No início, achei até que isso podia me ajudar a escrever, mas está tornando mais difícil. Os feeds que eu assino já são tão bons! Não gosto muito de copiar uma coisa e fazer um comentário mínimo, até porque isso eu estou fazendo no meu novíssimo del.icio.us, então acabo sem escrever nada. Aliás, sobre o del.icio.us, confesso que antes eu não gostava desse serviço (não me perguntem por quê), mas agora venho percebendo que esse serviço é fascinante…

Estou esperando o Slackware 11 desde o começo de julho. Ele está “pra sair” há um tempão! Ando conferindo o changelog umas três vezes por dia esperando uma grande novidade, mas nada além das habituais mudanças. =(

Por falar em Linux, vai haver um evento muito legal nesse ano aqui em Santa Catarina, em Florianópolis. O IV Encontro Nacional Linuxchix Brasil vai ter umas palestras muito interessantes, entre elas uma sobre o udev com o Piter Punk, aquele cara power do grupo de usuários do Slackware no Brasil que está sempre contribuindo para fazer meu sistema preferido melhor do que ele já é. =) Pra quem mora aqui, esse evento é imperdível.

Entrei numa aula de piano… Eu já estava há uns sete anos sem estudar formalmente; Essa aula está sendo bem legal para eu ter um pouco mais de técnica, ter uma rotina de estudo musical melhor e aprender um pouco de música erudita.

Comecei a estudar inglês. Ler um texto na internet tudo bem, mas estou estudando porque quero falar inglês de verdade. O motivo não é levado muito a sério pelas pessoas com quem eu comento, mas eu estou querendo muito me graduar nos Estados Unidos, no MIT. Eu sei que é difícil, mas isso é mais um bom motivo para eu tentar… Adoro desafios… =) O máximo que pode acontecer é eu ser rejeitado, mas mesmo assim valeria a pena porque esse plano teria servido de motivação para eu aprender a falar inglês (por causa do TOEFL), estudado matemática e à física (por causa do SAT*) e ainda sonhar um pouco com um local legal de se estudar, um local que me faça estudar (putz, tenho tido cada aula por aqui…). Além de tentar o MIT, pretendo tentar entrar em Berkeley e em Stanford. Se nada der certo, mesmo assim vou ficar feliz na UNICAMP. =)

* Não coube no último parágrafo, mas preciso comentar que na verdade não é o SAT que vai me fazer estudar muito não… O SAT de matemática parece ser ridículo. Eu peguei umas questões para praticar no próprio site deles e “gabaritei” em alguns minutos.

Estou tentando projetar um design pro meu site há algum tempo (quase desde que o atual foi pro ar). Essas cores atuais não ficaram boas nos monitores normais. Acontece que, no laptop, eu vejo elas as vejo um pouco diferentes… Aí, já que eu fiz nele, é nele que elas ficam mehores. O problema é que só percebi essa diferença depois de publicar… De qualquer maneira, serviu para eu aprender uma lição óbvia: Sempre teste um design em mais de um monitor.

Por último, me desculpem por ficar esse tempo todo sem escrever e começar com um relato sobre a minha vida pessoal que não deve importar muito para ninguém… =) Prometo que o próximo post vai ser mais interessante!

8 comentários sobre “Ainda estou vivo…

  1. Pois eu gostei muito desse post! Entendi quase tudo, hehehe!!!
    Aliás, você poderia manter um separado só contando essas coisinhas do dia-a-dia… acho que te ajuda a se organizar:)
    Agora, “eu vejo elas” ficou feio, hein?
    Estamos juntos nessa, vamos ser só mais alguns embarcando no sonho americano, qual o problema?
    Te amo, querido:)

  2. Hehehe… Pelo menos você… =)

    Sobre a separação… Já estou mantendo as coisas separadas. =D Os artigos estilo how-to estão ficando aqui: http://tiagomadeira.net/artigos/ e aqui só ficam esses posts menos úteis. Além dessa separação, tem as tags (categorias) que eu coloco para cada post (mas agora é que percebi que esqueci de colocá-las neste template).

    Oops… Arrumei o “vejo elas”.

    E sobre o tal “sonho americano”, não é sobre isso que eu estava falando não… Eu estou afim é de participar da “realidade americana”. Nem pretendo construir minha vida inteira lá (ainda nem penso sobre isso), mas o que eu quero no momento é estudar numa das melhores [senão a melhor] universidades do mundo.

  3. Fui eu a te inspirar em relação ao MIT? Acho esse tipo de “sonho paupável” extremamente útil, saudável e até necessário.

    Embora eu não concorde com o país escolhido, compreendo que para o que você quer, é o melhor.

    Eu estou fazendo minhas aulas de francês, e se tudo der certo, vou me graduar na França. Estou, também, estudando inglês. Não sei ao certo o que quero, mas a priori, o leque está aberto. Também me contento com uma Unicamp.

    Você vai se inscrever como treineiro esse ano? E no MIT, a idéia é conseguir bolsa? Você pesquisou bem sobre isso?

  4. Foi você que me deu a idéia sim, Renato. Eu até tinha me esquecido depois de tanto estudar, e você também nunca mais aparece no GoogleTalk! =)

    Bom… Sobre me graduar nos EUA, acho que talvez pelo meu sentimento niilista (embora indiretamente) eu simplesmente não me importo. Não acho que seja um problema me graduar num país só por não concordar com a sua política.

    Hmmm… Mas talvez se eu fosse me graduar em “ciências sociais” ou alguma matéria mais humana, deveria me importar… Hehehe… Na verdade nem tinha pensado nisso.

    Sabe… Neste mês chegou uma intercambista estado-unidense no meu colégio (no meu grupo) e alguém perguntou a ela o que achava do Bush. Ela disse que gostava dele, não tinha nada contra, nem se importa muito com isso. Interessante que é uma visão tão diferente da que todos nós temos… Parece que nos EUA há uma espécie de “lavagem cerebral”, todo mundo concorda com o sistema…! Aqui isso soa meio anormal, é estranho. Quem sabe quando eu for pra lá eu consiga entender eles ou alguns deles consigam nos entender! Hehehe… De qualquer maneira, eu gostaria muito de conhecer outra cultura, independente de ser árabe, chinesa, cubana ou americana. Aliás, gostaria de conhecer as quatro! =D

    Pulando pro próximo assunto… Não vou me inscrever como treineiro não, eu prefiro fazer a prova em casa gratuitamente… =)

    Pro MIT eu PRECISO conseguir bolsa, a anuidade é um absurdo! Hehehe… Esse é o próximo desafio, se eu conseguir ser aceito lá! Não pesquisei “bem” não, mas tem uns institutos brasileiros que oferecem bolsas pra quem vai pra fora e o próprio MIT dá uns descontos na mensalidade pros “international students”.

    E o lance da França, tem que ser transferência ou dá pra entrar como “freshman”? Lá é gratuito, né? Você acha que consegue entrar?

  5. Eu estou sempre no Google Talk ainda!

    Na Unicamp, você se inscreve normalmente, e essa é a grande vantagem. Não é diferenciado, não é “treineiro”: você é um vestibulando como qualquer outro. Com isso, posso saber minha classificação, posso saber se vou pra segunda fase, se passo. E, principalmente, certifico-me de quais matérias preciso dar enfoque nos estudos, já que a correção é pela banca oficial. Ainda não paguei, pois estou refletindo (100 reais…), mas acho que vou fazer sim.

    Quanto é a anuidade do MIT? Não faço nem idéia.

    Na França, eu estou com o seguinte plano: estudar na École Louis Lumière, que é só de cinema, e onde alguns célebres diretores estudaram (como Jean-Jacques Annaud, do O Nome da Rosa), mas para estudar lá eles exigem no mínimo dois anos de Université e um “Concurso de Seleção” extremamente seletivo, característico das Écoles. Então, quero antes fazer essa graduação na Université Paul Valèry, em Montpellier, sendo apenas necessário que eu prove meus conhecimentos em francês e também que eu tenho condições intelectuais de continuar meus estudos no mesmo nível aqui (ou seja, ter passado em um vestibular). A “licenciatura” normal na França é de 3 anos integrais e, portanto, pretendo terminar nessa Université o curso de “Arts du spectacle (Cinéma, Audiovisuel, Multimédia)” e então, com mais experiência na língua, poder passar pelo processo seletivo da École. Ou seja, 6 anos de estudos. Mas isso é só um plano inicial, extremamente mutável. :)
    (Esse último parágrafo ficou muito confuso mas estou com preguiça de revisá-lo)

    Abraços,
    Renato.

  6. Olá, Tiago,

    Eu estou tentando ir pro MIT, já me inscrevi para os testes requeridos (dois Subject Tests e o TOEFL). O MIT é uma das 5 maiores universidades do mundo, e a maior em tecnologia, em termos de trabalhos publicados. Entrar lá é difícil, principalmente para candidatos internacionais – a concorrência é de um para vinte, mas vale lembrar que só quem tem noção se inscreve pra entrar lá… Pretendo também me inscrever para a CalTech (California Institute of Technology), outra grande universidade americana direcionada às áreas de Tecnologia, mas para isso vou ter que me inscrever para outro SAT – o Reasoning Test. A anuidade da CalTech é semelhante à do MIT, mas também oferece Financial Aid.

    A anuidade do Massachusetts Institute of Technology é de por volta de 48 mil dólares, incluindo estimativas de gastos pessoais. Conseguir um Financial Aid pra abaixar isso para cerca de 8 mil dólares não é difícil; para um desconto além disso você vai precisar de financiamento próprio ou bolsa de algum instituto. Vale lembrar que o FinAid das universidades americanas consiste não só de bolsa, como também de empréstimos (com taxas baixíssimas, mas ainda sim empréstimos). Portanto, mesmo conseguindo o Financial Aid, é importante manter em mente que você vai sair de lá com uma dívida bem pesada – por volta de 100 mil dólares.

    Estimo que, em média, uma pessoa, saindo do MIT, leve de 3 a 4 anos para quitar essa dívida, se estiver financiando isso sozinha. Porém, há várias histórias de pessoas que entraram pra empresas que quitaram integralmente as dívidas da faculdade; um aluno que sai do MIT é de fato uma pessoa especial para o mercado de trabalho.

    Ouvindo falar em universidades francesas, eu não conheço muito sobre elas. Conheço apenas dois jeitos de entrar lá: o programa de diploma duplo da Politécnica da USP, no qual você obtém um diploma da USP e um da École Polytècnique, cursando uma parte das matérias lá; e a parceria do meu colégio com o INSA Lyon – Instituto Nacional de Ciências Aplicadas de Lyon, uma universidade também conceituada nas áreas de Engenharia.

    Mas tudo isso é sonho, heh… Enquanto isso vou cumprindo os processos de inscrição da FUVEST e do ITA, que ainda assim são grandes universidades.

    Espero ter dado informações úteis… =)

    []’s
    Cesar Kawakami

  7. Olá amigo, você tem mesmo sonhos e objetivos bem elevados na vida como eu. Se você poder me ajudar, com alguma informações de como posso tentar entrar na MIT. Já tentei entrar no site mas não vejo nada de informações sobre a respeito.

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